Zika vírus: 5 Questões respondidas para não deixar dúvidas

O zika vírus é uma doença causada pelo ZIKAV, um vírus da mesma família da dengue. A principal forma de transmissão é pela picada de um velho conhecido dos brasileiros: o Aedes aegypti. Os principais sintomas da doença são febre e machas vermelhas pelo corpo. A consequência mais grave da doença é a microcefalia em bebês recém nascidos ou durante a gestação da mulher.

As primeiras incidências do zika no Brasil ocorreram no início de 2015, mais especificamente no nordeste, e se espalhou rapidamente. Com sintomas facilmente tratáveis, porém o que torna o vírus perigoso é a sua relação com o nascimento de bebês com microcefalia. Também há indícios de associação com uma doença neurológica chamada síndrome de Guillain-Barré. Relativamente recente, ainda existem muitas dúvidas sobre essa doença, sua transmissão e prevenção. Algumas respostas você encontra aqui.

1 – Sintomas do Zika Vírus são diferentes do da Dengue

Diferença dos Sintomas Dengue e Zika

A dengue e o zika têm mais em comum do que o mosquito transmissor. Alguns sintomas são bem parecidos:

  • Febre intermitente,
  • Dor de cabeça,
  • Erupções na pele,
  • Fadiga,
  • Dores musculares (mialgia),
  • Dores nas articulações.

A diferença dos sintomas entre as duas é que nos casos da zika as dores são bem mais brandas e a febre mais baixa ou inexistente, além disso, podem ocorrer coceira, diarreia e conjuntivite sem secreção.

Quanto à gravidade a diferença é ainda maior. Provocada por quatro tipos de vírus a dengue, em sua forma mais grave, pode levar à hemorragias e até à morte. Já a zika é uma doença, na maioria das vezes, assintomática, ou seja, sem o aparecimento de sintomas. De evolução benigna, os sintomas quando aparecem duram no máximo uma semana e não apresentam risco de morte.

2- Zika Vírus é transmitido por relação sexual

Sintomas da Zika Vírus

Existem 5 formas de contaminação pelo zika vírus:

Picada do mosquito

A picada do mosquito é a principal forma de contaminação. Ao coçar a região o vírus entra no organismo iniciando o processo de infecção.

Transmissão sexual

Pessoas contaminadas pelo vírus podem transmitir a outras pessoas por meio do sêmen ou secreções no momento de relações sexuais. Contaminados por essa via relatam além dos sintomas normais, existência de pequenas quantidades de sangue em secreções dos órgãos reprodutivos.

Por meio do líquido amniótico

A gestante infectada pode passar o vírus para seu filho, por meio do líquido aminótico, porque o vírus consegue atravessar a placenta, camada que protege o bebê contra infecções, e por isso consegue contaminá-lo. A microcefalia pode ser causada nesse caso porque o feto ainda não foi completamente desenvolvido.

Leite materno

O leite materno também pode transmitir o vírus da mãe infectada para o bebê. Por isso se recomenda que mães com o diagnóstico comprovado não amamentem.

Transfusões de sangue

Foi detectado por cientistas, reservas de vírus no banco de sangue para transfusões. Pessoas que dependem disso para sobreviver não têm como evitar, mas o alerta fica aos pesquisadores que realizam os testes para coleta e análise do sangue. Apesar da relação ser possível e comprovada, não existiu nenhum caso de contaminação do zika por meio de transfusões, até o momento.

3- Não existe tratamento específico

Prevenção Zika

De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento para o zika é o mesmo de outras viroses, focando basicamente sobre a minimização ou alívio dos sintomas, pois não há como eliminar o vírus. Os medicamentos envolvidos para o tratamento são:

  • Analgésicos e antitérmicos (paracetamol ou dipirona) para controlar a febre e as dores.
  • Anti-histamínicos para o caso de erupções na pele.

Evite o ácido acetilsalicílico, ele aumenta em grandes proporções o risco de complicações hemorrágicas.

Se você ainda não tem certeza do diagnóstico, não utilize nenhum medicamento e consulte seu médico urgente, pois os sintomas da dengue e zika são diferentes e alguns dos medicamentos permitidos no tratamento da infecção por zika vírus não podem ser tomados por pacientes que contraíram dengue.

Ainda não existe vacina contra a zika, mas pesquisas desenvolvidas no EUA e Canadá pelo National Institutes of Helth (NIH) e outros estão trabalhando na fabricação da vacinação contra o agente. Até que elas sejam concluídas a melhor forma de evitar a infecção é tomando medidas preventivas e conscientizando a população.

Enquanto ainda não temos todas as respostas, o importante é a prevenção. Além de evitar a reprodução do Aedes aegypti, os cuidados individuais envolvem:

  • Usar repelentes;
  • Evitar horários e locais com possibilidade de presença do mosquito;
  • Proteger o local com redes, telas e mosquiteiros;
  • Usar roupas que cubram o corpo, especialmente braços e pernas;
  • Evitar viagens a áreas endêmicas.

As formas de prevenção contra a zika são as mesmas usadas para prevenir a dengue. Afinal, o mosquito e a forma de contágio são os mesmos.

Além de se proteger contra as picadas, é muito importante evitar a proliferação das larvas do mosquito transmissor. Lembre-se que o Aedes aegypti só se reproduz em água limpa. Por isso, entre as principais medidas:

  • Evitar o acúmulo de água parada em vasos, garrafas, pneus e outros objetos;
  • Usar terra no pratinho das plantas;
  • Manter tampado caixas d’água, tonéis e reservatórios;
  • Atender aos agentes de saúde que visitam a casa em busca de focos do Aedes aegypti.

E principalmente: ao detectar focos do mosquito em sua casa ou vizinhança, comunicar a Secretaria de Saúde do seu município.

4 – Zika vírus causa microcefalia mesmo durante a gestação

Microcefalia sintomas

A microcefalia é uma má formação congênita em que o bebê nasce com o perímetro da cabeça menor do que o normal, as sequelas como o atraso mental são irreversíveis. A suspeita de relação do zika vírus com os casos de microcefalia aconteceu em 2015, quando no Nordeste houve um aumento expressivo de nascimentos de bebês com a má formação encefálica.

Em novembro do mesmo ano o Ministério da Saúde confirmou a possibilidade de relação entre os casos de microcefalia e a febre do zika vírus. A forma de contágio acontece pela mãe infectada pela picada do mosquito para o feto, através do líquido amniótico que envolve o bebê.

Desde então, já foram notificados cerca de 1749 casos de microcefalia pelo zika, com maior incidência nos estados de Pernambuco, Paraíba e Bahia.

Vários órgãos nacionais e internacionais estão estudando os riscos de proliferação da doença, considerada pela Organização Mundial de Saúde uma emergência internacional.

As gestantes entre que foram diagnosticadas com o vírus precisarão fazer um tratamento especial e devem beber muito líquido. No entanto, como o vírus ainda não tem cura não se pode extinguir a possibilidade de que o bebê nasça sem a microcefalia, principalmente se o diagnóstico da infecção aconteceu em torno dos primeiros ou últimos meses de gestação. Não é preciso realizar o tratamento hospitalizado.

As grávidas costumam sentir ainda mais recorrentes a coceira devido a sensibilidade da pele. Para minimizar a sensação é recomendado banho com maisena ou aveia ou então, pasta d’ água. Confira na imagem abaixo as recomendações especiais para as gestantes:

gestantes microcefalia

5 – O Brasil é um dos focos da doença

Zika Focos - Mapa

A primeira vez que o zika vírus foi identificado, foi no ano de 1947, em Uganda, na África. Mais precisamente na floresta zika, daí o seu nome. Desde então, o vírus existiu por décadas nos continentes africano e asiático, sem grandes incidências, até 2007, quando aconteceu um surto na Ilha de Yap, no Pacífico Ocidental.

No Brasil, segundo o Ministério de Saúde, o vírus começou a circular em abril de 2015, espalhando-se rapidamente. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, 52 países já foram atingidos pela doença, nas Américas, África e Oceania.

A situação mais grave é na América Latina, onde a OMS confirmou a existência de uma epidemia. O Brasil é um dos principais focos da doença, que está presente em mais oito países: Chile, Colômbia, Guatemala, El Salvador, México, Suriname, Paraguai e Venezuela.

Agora que você já sabe quais são os sintomas do zika vírus, fique atento aos sinais. Em caso de febre, dor muscular, manchas vermelhas na pele ou outros sintomas, procure um médico ou posto de saúde.

Mesmo que a infecção da doença seja leve e fácil de tratar, o dado preocupante continua sendo para as gestantes. Por isso, o melhor remédio continua sendo a prevenção. Além disso, segundo a OMS onze países já notificaram casos de transmissão via contato sexual. Portanto, não esqueça o preservativo, principalmente em regiões endêmicas da doença.

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