Transtornos Alimentares na Adolescência – Porque São Tão Graves?

Existem diversos problemas relacionados a transtornos alimentares. Há jovens que se consideram gordos demais e aqueles que acham que são muito magros. Fato é que o problema existe dos dois lados, sendo que os transtornos se tornam cada vez mais comuns devido à forte pressão na sociedade juvenil, que dita padrões de beleza exigidos pela mídia – pele perfeita, cabelo liso e brilhoso e corpos magros e esculturais.

Com a exigência do perfeccionismo vem, também, a obsessão pelo corpo perfeito – nem extremamente magro, nem com alguns quilos a mais. Peitos demais ou de menos, traços que fogem ao padrão, estilos diferenciados, tudo é motivo para inferiorizar quem está fora do “formato” estipulado.

Mas, essa condição acaba por provocar muito problemas na saúde dos jovens, dentre eles os distúrbios alimentares. Aprenda mais sobre:

O Que São Distúrbios Alimentares?

Distúrbios ou transtornos alimentares são problemas relacionados à alimentação, levando a uma mudança comportamental que gera magreza intensa, obesidade ou outros problemas de saúde. Em meio a esses transtornos há a redução inadequada da ingestão de calorias ou o aumento excessivo delas, em busca de conseguir um corpo diferente ou “perfeito”. Porém, cada organismo e biotipo é diferente, sendo que certos modelos são quase impossíveis de serem alcançados, não importa o quanto o peso mude.

Causas

Os transtornos alimentares, geralmente, estão ligados a questões culturais de cada país. Por esse motivo, os problemas refletem ainda mais nas mulheres, que são mais impactadas pela mídia e pela exigência de serem bonitas, conforme a moda dita. Além disso, essa condição é encontrada em maior quantidade no Ocidente e em classes privilegiadas.

Normalmente, os fatores sociais estão ligados à beleza, mas podem, também, enquadrarem-se nas profissões, como modalidades esportivas ou moda. Apesar de tudo, há outros fatores envolvidos, como biológicos, familiares ou de origem psicológica. Outra causa está associada ao resultado de uma pressão externa (ou mesmo interna), aliada à baixa autoestima.

Quando se trata de fatores biológicos, o hormônio do prazer, humor e bem-estar – serotonina – é uma das grandes responsáveis pelo apetite e também por outros impulsos comportamentais. Alguns estudos revelam que, para algumas mulher, comer ajuda a produzir serotonina, enquanto para outras o hormônio é liberado pela falta de alimentação.

Confira os transtornos mais comuns e como funciona cada um deles:

Anorexia

anorexia

O jovem que sofre dessa doença possui uma visão distorcida do seu corpo, enxergando-se acima do peso, quando na verdade está pesando menos do que deveria. Quem sofre do problema tem um medo enorme de ganhar peso, por isso restringe sua alimentação.

O problema começa com uma dieta que exclui da alimentação qualquer alimento muito calórico, mas vai tornando-se cada vez mais restritiva e extremamente limitada.

Ao perder peso, o adolescente com o problema não fica satisfeito com o seu corpo e quanto mais perde, maior seu medo de engordar. É como se estivessem em uma constante batalha e o prêmio fosse perder o máximo de peso possível.

Quando conseguem emagrecer, sentem-se disciplinados, porém, quando ganham algumas calorias e o ponteiro da balança aumenta, sentem-se mal e indisciplinados. Alguns pacientes até reconhecem que estão magro, porém não se importam com as consequências e os malefícios que isso pode causar à saúde.

O problema na adolescência pode causar o sinal de atraso na menstruação. Caso 3 ciclos seguidos não surjam, é um alerta de que a jovem pode estar sofrendo com o problema. Caso não tenha menstruado ainda, a Anorexia pode atrasar a menarca – primeira menstruação.

A doença pode levar ao óbito, sendo que a taxa de mortalidade na adolescência é 12 vezes maior do que qualquer doença feminina na faixa etária dos 15 aos 24 anos de idade. As mortes acontecem por suicídio, desnutrições, desequilíbrio eletrolítico e mudanças no metabolismo.

Bulimia

bulimia

Na bulimia, ao contrário da anorexia em que se priva a alimentação, ocorre o consume de alimentos descontroladamente, em um curto período de tempo, fazendo com que a pessoa sinta-se mal. O sentimento de culpa faz com que os jovens tentem encontrar medidas compensatórias, induzindo vômito, tomando laxantes e diuréticos ou praticando exercícios de forma exagerada.

Para que seja considerada a bulimia, o indivíduo precisa comer compulsivamente e praticar algum tipo de medida compensatória, pelo menos, duas vezes por semana, em um período de 3 meses. Além disso, durante a doença, há variações no comportamentos, dependendo de cada indivíduo.

Normalmente, o bulímico ou bulímica (como são chamados os comprometidos pela doença) não possuem perda significativa de peso e envergonham-se de seus atos, escondendo-os de família e amigos mais próximos. Por esse motivo, é cada vez mais difícil identificar o problema.

Os danos na saúde incluem perda de potássio, desequilíbrio eletrolítico, danos nos esmalte dos dentes e inflamações no esôfago.

Compulsão alimentar

compulsão alimentar

Também é possível encontrar pessoas com compulsão alimentar, mas que não tentam perder ou queimar o excesso das calorias ingeridas. Nesse caso, não há a  preocupação com o aumento de peso e com o corpo. A pessoa perde o controle na hora de alimentar-se e só para de comer quando se sente fisicamente desconfortável.

A maioria das pessoas com compulsão alimentar é obesa e grande parte faz controle alimentar e de peso com acompanhamento médico. Mas, para que seja de fato um transtorno, é preciso que a compulsão  aconteça, no mínimo, duas vezes por semana durante 6 meses.

Além disso, é preciso que o indivíduo apresente, ao menos, três dos critérios abaixo:

  • Esconder-se para comer, por sentir vergonha da quantidade ingerida;
  • Comer mesmo sem fome;
  • Comer mais rápido do que o normal;
  • Só parar de comer quando se sentir desconfortável fisicamente;
  • Ficar com sentimento de culpa ou deprimido após comer.

Os sentimentos de culpa podem fazer com que a pessoa coma novamente compulsivamente, formando uma bola de neve.

Transtorno Alimentar Noturno

Esse caso é quando a pessoa alimenta-se dormindo, como uma forma de sonambulismo, e não se lembra de nada ao levantar. Pelo lapso na memória, negam quando são indagados por outras pessoas ou quando são informados de seus hábitos noturnos. Normalmente, as pessoas que sofrem desse transtorno praticam dietas durante o dia.

Como Tratar?

Em primeiro lugar, a pessoa precisa entender que cada um é bonito à sua própria maneira. É necessário trazer de volta um comportamento alimentar adequado, para que o paciente consiga atingir seu peso adequado, levando em consideração sua idade e altura.

Além disso, é preciso fazer um tratamento psicológico, psiquiátrico, nutricional e, muitas vezes, com endocrinologistas. O psicólogo e psiquiatra são responsáveis por tratar o paciente da melhor forma possível, pois, às vezes, é preciso, primeiramente, tratar alguma doença psicológica, para que a pessoa passe a se sentir melhor consigo mesma e mais feliz.

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