Principais sintomas da febre Chikunguya – Faça o seu diagnóstico

A febre chikungunya é uma doença viral transmitida por meio da picada dos mosquitos Aedes aegypti ou Aedes albopictus infectados. Ela é causada pelo vírus CHIKV e apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, como febre, mal-estar, cansaço, dor de cabeça e pelo corpo, mas sem provocar complicações hemorrágicas – o que a torna menos fatal.

 

Quais são os principais sintomas?

O período de incubação do vírus nas pessoas pode durar por até duas semanas, mas, na maioria das vezes, a doença surge entre três e sete dias depois de o indivíduo ter sido picado pelo mosquito. Os sintomas surgem de repente. São eles:

  • Febre alta, próxima dos 40°C;
  • Mal-estar;
  • Intensa dor nas articulações (principalmente mãos, punhos, tornozelos e pés);
  • Intensa dor lombar;
  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Dores de cabeça;
  • Dor de Garganta;
  • Dor Abdominal;
  • Conjuntivite;
  • Erupções cutâneas (menos comum).

Na maioria das pessoas infectadas os sintomas melhoram após duas a três semanas. Mas há casos de pacientes que entram na fase subaguda da doença, caracterizada pela continuidade das dores nas articulações, porém sem a existência da febre, ela pode durar  mais de um mês. Já quando as dores persistem por mais de três meses, o paciente está na fase crônica da febre chikungunya, esta pode persistir por até três anos.

Quais são os tratamentos indicados?

Assim como na dengue, ainda não existe um tratamento voltado especificamente para a febre chikungunya, pois não há um medicamento que aja contra o vírus diretamente, eliminando-o do organismo. Dessa forma, o tratamento indicado é apenas sintomático e de suporte, com o objetivo de reduzir os sintomas da doença. Além do mais, a maior parte dos infectados se cura de forma espontânea após cerca de sete ou 10 dias.

Para evitar a desidratação durante o período que estiver infectado, é importante que o paciente consuma bastante líquido. Para os casos em que há dores articulares e febre são receitados medicamentos antitérmicos, como o paracetamol e a dipirona.

É importante ressaltar que o uso de anti-inflamatórios ou aspirina é totalmente contra indicado, pois caso o paciente tenha contraído dengue ao invés de chikungunya, esses medicamentos podem aumentar o risco de hemorragia. Em casos mais graves, pode ser necessária a internação para que seja realizada a hidratação endovenosa ou tratamentos em unidades de terapia intensiva.

Como prevenir a doença?

A transmissão da febre chikungunya acontece por meio dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, suas larvas são originadas em águas paradas. Portanto, a melhor maneira de prevenir essa doença ,e a dengue também, é evitar a existência dos locais que são focos de reprodução dos mosquitos:

  • Evite acúmulo de água em pneus velhos, garrafas, caixas d’água ou cisternas;
  • Coloque areia nos vasinhos de plantas;
  • Limpe as calhas com frequência;
  • Mantenha as piscinas higienizadas e cobertas quando não usadas;
  • Coloque tela nas janelas da casa ou do apartamento;
  • Use repelentes.

Como o Chikunguya se espalhou pelo mundo

Reconhecido pela primeira vez na década de 1950, depois de um surto da doença na Tanzânia na África oriental, o vírus chikungunya espalhou-se pelo continente africano e pelo sudeste da Ásia, mantendo-se restrito a esses locais por muitos anos. A doença recebeu esse nome porque no dialeto do país de origem chikungunya significa “doença do homem curvado” ou “doença daqueles que se dobram”, referindo-se ao fato de as pessoas infectadas pelo vírus sofrerem dores agudas nas articulações, que as obrigam a adotarem uma postura curvada.

A partir de 2004 a doença começou a se espalhar pelas ilhas do Oceano Índico chegando à Índia. Outros casos começaram a se propagar nas Ilhas Maldivas, Malásia, Singapura, Sri Lanka e Indonésia. Em 2007 o vírus foi identificado em uma região no norte da Itália, por meio de um viajante infectado advindo da Índia.

A partir disso, outros casos foram identificados no continente europeu e surgiram também casos importados da doença também em vários países da América. No entanto em 2013 no Caribe foram identificadas as primeiras transmissões locais do vírus dentro do continente.

No Brasil, até setembro de 2014 todos os casos identificados eram importados, ou seja, de brasileiros que tinham viajado anteriormente para áreas endêmicas e infectados pelo vírus.

Desde então, ocorrem as primeiras transmissões locais da doença dentro do país e, como esperado, a combinação entre a elevada presença dos mosquitos transmissores no território e a ausência de anticorpos na população contra o vírus fez com que a doença se propagasse em várias regiões. Em cerca de um mês foram identificados mais de 1000 casos.

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