Sífilis: O que é? Causas, Sintomas e Tratamento

A sífilis é uma doença infecciosa e sexualmente transmissível, causada pela bactéria chamada de Treponema pallidum, popularmente conhecida como cranco duro. A infecção é altamente contagiosa e mostra os primeiros sintomas nas fases iniciais, poucos dias após a contaminação, nesse momento há o aparecimento de manchas e feridas na pele. Se você está procurando informações mais completas sobre a sífilis, este é o lugar. Veja abaixo uma ajuda completa que você terá.

A sífilis é algo muito sério e os cuidados devem ser levados assim também, pois a partir do terceiro estágio da doença, se não houver tratamento adequado, ela pode causar cegueira; má formação congênita, em caso de gestantes, e deficiência mental.

Os sintomas da sífilis avançam conforme a evolução da doença, na maioria dos casos demora anos para apresentar qualquer sinal. O problema acontece quando ela evolui para o estágio secundário e começa a se tornar um risco para a saúde, principalmente no caso de gestantes. Confira aqui como avaliar os indícios da sífilis sem se confundir com infecções pélvicas ou irritações locais.

Ela pode ser transmitida muito facilmente, principalmente quando não tratada de uma vez por todas. Existem algumas divisões como, por exemplo, se ela é primária ou secundária, como é causada, quantas semanas após a contaminação já se passaram, principalmente se houver tratamento dos seus sintomas previamente.

Sintomas da Sífilis – Como saber se tenho?

Os sintomas da sífilis variam de acordo com o estágio da doença, às vezes os primeiros sintomas demoram anos para aparecer após a infecção. Veja quais são as características de cada fase de contaminação.

Primeiro Estágio

Denominado sífilis primária, ocorre em torno de algumas semanas depois do contágio por meio de contato sexual sem camisinha, pode ser assintomática. Nesse estágio há o aparecimento dos primeiros sintomas de uma forma bem branda. São eles:

  • Feridas indolores;
  • Infecção urinária nas mulheres;
  • Feridas indolores no pênis ou vagina (principalmente lábios vaginais);
  • Corrimento vaginal amarelado;
  • Menstruação atrasada ou desregulação do ciclo;
  • Aparecimento de caroços nas virilhas;
  • Feridas não visíveis no colo do útero, ânus ou reto.

Entre os homens as lesões cutâneas podem ser percebidas geralmente na cabeça do pênis, que podem ser facilmente confundidas com uma lesão temporária. Essa lesão primária não apresenta qualquer tipo de incômodo ou dor.

Ela é classificada como uma doença sexualmente transmissível e é muito contagiosa, os casos de sífilis causam até mesmo dores musculares, dependendo dos estágios e os remédios aplicados. Você pode apresentar sífilis sem nem perceber, principalmente em mulheres em que a ferida se dá de maneira interna.

 

Após quatro a seis semanas essas feridas desaparecem, mesmo sem o paciente ter percebido ou procurado tratamento. Após esse período, a bactéria Treponema permanece inativa no organismo e pouco tempo depois volta novamente com os sintomas. Algumas vezes aparece na boca, também pode se dar por meio da transfusão de sangue ou contato de quando houver lesões em qualquer parte do corpo.

Sintomas da sífilis

Segundo Estágio

O segundo estágio denominado sífilis secundária ocorre até oito semanas depois da formação das feridas. Em torno de 33% dos indivíduos que não cuidaram da sífilis primária acabam desenvolvendo a secundária. São os organismos em que o sistema imunológico não teve força o suficiente para eliminar os riscos da bactéria.

Isso acontece na congênita que é quando a pessoa nasce com o problema, isto é, algo nativo e que provavelmente foi transmitido na fase de gestação. As causas da sífilis são variáveis, por isso é feito o exame o quanto antes quando tratamos dessa doença, que é uma DST.

Nesse estágio o infectado pode sofrer com os sintomas semelhantes aos de um resfriado ou dengue, estes sintomas são os mais comuns:

  • Dores de cabeça;
  • Manchas em várias partes do corpo;
  • Lesões cutâneas nos órgãos sexuais;
  • Caroços na virilha (ínguas), uma pequena parcela é encontrada atrás da orelha;
  • Cansaço extremo;
  • Dores no corpo;
  • Febre;
  • Uma série de dores musculares;
  • Dores de garganta e dificuldade para engolir;
  • Insônia.

Os sintomas que parecem de uma gripe ou podem ser confundidos com alerta de dengue voltam a desaparecer em torno de 1 semana o que dá a sensação de melhora, mesmo sem tratamento. É aí que mora o perigo: ao acreditar que o organismo já está recuperado a pessoa deixa de buscar o auxílio médico, a bactéria então entra na sua fase latente.

Sífilis latente

Trata-se do estágio em que a sífilis fica inativa e não há quaisquer sintomas, dando sinal de bem-estar e normalidade para o organismo. A fase latente da contaminação pode durar anos sem manifestar qualquer sintoma, sendo que há a possibilidade da pessoa permanecer para sempre com a bactéria inativa no corpo, sem danos.

É preciso que seu parceiro ou parceira também vá ao médico, isso porque a bactéria causadora pode ficar resistente à penicilina, dependendo dos estágios de sífilis pelo corpo.

No entanto se ela for ativa novamente por algum fator, os riscos serão muito grandes para a saúde e bem-estar dos pacientes, afinal, no terceiro estágio da doença as consequências são muito danosas, incluindo a possibilidade de levar à morte.

É possível desenvolver a fase latente precoce, que exclui a segunda fase da doença.

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Terceiro Estágio

O estágio seguinte trata-se da sífilis terciária, que pode atingir em torno de 15% dos indivíduos com a doença e que não fizeram nenhum tipo de tratamento. Esse estágio pode se manifestar muitos anos após a infecção. Nessa situação, a doença pode causar danos em diversos órgãos, como o cérebro, coração, fígado, nervos, ossos, vasos sanguíneos e articulações. Algumas das consequências são:

  • Problemas nervosos;
  • Demência;
  • Paralisia;
  • Cegueira;
  • Perda de apetite;
  • Lesões nas palmas da mão e planta do pé;
  • Manchas avermelhadas pelo corpo;
  • Doenças inflamatória pélvica;
  • Enfraquecimento dos sistema imunológico;
  • Deficiência mental.

Entre tantos outros problemas que podem levar até a morte, em casos mais críticos e que não são feitos o tratamento adequado.

Acontece que, assim com quem tem Aids, o sistema imunológico fica debilitado pela presença do organismo de forma que se torna vulnerável a outras infecções como, por exemplo, hepatites virais e cranco mole de forma a agravar ainda mais a situação do paciente.

Sequelas da Sífilis

Transmissão – Como se pega?

A sífilis é uma doença contagiosa e é transmitida para outra pessoa por meio do compartilhamento de fluidos sanguíneos ou sexuais. Ela pode ser pega pelas seguintes vias:

  • Relação sexual sem o uso de preservativos,
  • Contato com lesões cutâneas de alguém contaminado,
  • Sexo oral,
  • Transfusões de sangue,
  • Transmissão vertical, da mãe para o filho na hora do parto (sífilis congênita).

Sífilis congênita – Perigos e cuidados da sífilis durante a gravidez

Há a possibilidade de transmissão da sífilis da mãe para o filho, no caso de mulheres que são diagnosticadas com a doença durante a gravidez. Nesses casos o paciente fica impossibilitado de realizar o tratamento adequado com medicamentos e se torna quase impossível não transmitir a doença para o bebê durante a gestação ou no contato com o sangue da mãe durante o parto.

Para as mães que estão em estágios mais avançados da doença é possível causar o abordo espontâneo ou a morte do bebê ainda dentro do útero. Além disso, dependendo do estágio da doença ainda há a possibilidade de má formação do feto ou desenvolvimento de doenças cognitivas.

Todo contato sexual de todas as mulheres grávidas deve ser altamente cuidadoso para preservar a vida do bebê e da mãe, que estão em situações de vulnerabilidade e evitar a infecção bacteriana como a sífilis. Com os exames pré-natais é possível identificar a doença ainda no primeiro trimestre de gestação.

Após o nascimento, neném pode manifestar sintomas logo após o nascimento ou em até dois anos de idade. Na maioria dos casos ele já se mostra presente nos primeiros meses de vida. Os sintomas da sífilis congênita são os de:

  • Pneumonia;
  • Deficiência mental;
  • Surdez;
  • Problemas ósseos;
  • Má-formação;
  • Cegueira;
  • Dentes deformados;
  • Feridas no corpo;
  • Rachaduras nas solas dos pés e nas palmas das mãos.

Em muitas crianças a doença pode ser fatal. O diagnóstico deve ser feito por meio de exames de sangue e o tratamento em recém nascidos fica muito limitando, somente aliviando os sintomas, mas sem possibilidade de curar a doença.

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A melhor forma de prevenir o contagio do bebê pela doença é a partir da realização correta do pré-natal e utilizar medicações que ajudem a estacionar a doença e garantir que não seja mais danosa à saúde do bebê. Hoje em dia existe técnicas de parto que evitam o contato da criança com o sangue de forma a minimizar as chances de contaminação durante a gravidez pela Sífilis congênita.

Todos os bebês recém nascidos, cujo a mãe tem sífilis durante a gravidez, devem realizar o acompanhamento com o pediatra e por meio de exames laboratoriais para controlar a doença, verificar se o desenvolvimento ficou com danos que precisem ser tratados devido a lesões causadas pela Sífilis congênita.

Como fazer o diagnóstico

Como a sífilis é uma doença silenciosa que pode perdurar após o contágio, o Ministério da Saúde recomenda que caso seja praticado sexo sem proteção, o indivíduo procure orientação médica e solicite um exame de sangue. Na consulta responda com clareza as perguntas do especialista a fim de procurar o diagnóstico correto.

Os exames mais comuns para o diagnóstico da sífilis são o de sangue e cultura de bactérias, em que são recolhidas amostras de secreções de possíveis feridas no corpo, elas serão analisadas com a finalidade de encontrar a bactéria Treponema pallidum.

Confirmado o diagnóstico, se há a suspeita de que a sífilis já atingiu o sistema nervoso central e o paciente apresenta sintomas relacionados a complicações neurológicas, o médico poderá requerer uma punção lombar, coletando uma amostra do líquido cefalorraquidiano. Assim que o indivíduo for diagnosticado com sífilis, ele deve avisar outros parceiros sexuais que tiveram relação sem proteção nesse período.

Tratamento

O tratamento da sífilis  se faz com o uso de penicilina, um antibiótico que ao longo dos anos se provou eficaz no combate da bactéria Treponema. Normalmente, em estágios iniciais, o paciente tomará uma injeção de penicilina que impedirá que a doença se desenvolva para os próximos estágios. Caso o paciente esteja em um estágio mais agravado da doença, ele pode precisar tomar mais de uma dose da injeção.

Quanto mais cedo for realizado o tratamento, maiores são as chances de sucesso. Isso ressalta a importância de realização do diagnóstico da doença logo na sífilis primária, quando a infecção acabou de acontecer.

Quando estiver realizando o tratamento, o paciente deverá consultar o médico regularmente para verificar o progresso e tratar possíveis efeitos colaterais da injeção de penicilina. O paciente também deverá realizar exames até dois anos depois para certificar que a infecção foi curada.tratamento-da-sifilis

Remédios utilizados para o tratamento da sífilis:

  • Benzetacil;
  • Bepeben;
  • Clordox;
  • Doxiciclina;
  • Eritromicina.

Também é possível utilizar pomadas e cremes vaginais para ajudar a tratar as feridas e lesões cutâneas. Usuários de drogas têm mais dificuldades de tratar os sintomas, afinal, a maior parte dos remédios têm restrição em relação a substâncias psicoativas, como álcool ou drogas ilícitas.

Os efeitos colaterais dos medicamentos não são muito agressivos para o organismo, mas exigem muita regra para que o tratamento seja eficiente e não apresente sinais de pioras.

Sífilis tem cura?

A sífilis tem cura, mas depende da dedicação do infectado para realizar o tratamento conforme todas as orientações médicas. Durante o tratamento recomenda-se não ter relações sexuais até a confirmação da cura.

As mulheres grávidas que necessitarem de tratamento contra sífilis merecem atenção especial. A gestante será tratada com penicilina e, após o nascimento, o bebê também será tratado com antibióticos para garantia de sua saúde. A lactante pode ficar tranquila quanto à amamentação, pois não há relatos de contaminação via leite materno, ou seja, não há mais risco transmissão vertical.

Todos os pacientes diagnosticados com sífilis devem informar ao médico caso tenham ou tiveram outras doenças, como HIV, lúpus, brucelose, hanseníase, hepatites, leptospirose, malária, mononucleose ou vício em drogas que podem gerar resultado falso positivo. Nesses caso, o especialista indicará exames mais específicos.

Após o tratamento é sempre preciso manter hábitos saudáveis e de bem-estar para conseguir o fortalecimento do sistema imunológico e ter muita higiene na região genital, além da prevenção para que não aconteça a infecção novamente. Em caso de suspeita de sintomas sempre busque a orientação de um profissional da saúde.

Prevenção

O modo mais eficaz de prevenção contra a sífilis é ter relação sexual sempre utilizando preservativo. Além de prevenir contra a sífilis, o preservativo auxilia na prevenção de todas as outras doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS que não tem cura.

Nesse aspecto, é importante conscientizar os jovens em início da vida sexual para a importância do preservativo. O diálogo é importante para esclarecer todas as dúvidas, já que a sífilis é uma doença extremamente contagiosa que pode levar à morte.

Em caso de dúvida, de desconfiança, converse com o seu médico e marque os exames o mais rápido possível. Por ser uma doença que não apresenta sintomas nos estágios iniciais e no último estágio apresenta sintomas graves, a sífilis deve ser diagnosticada o mais cedo possível. A prevenção e a conscientização continuam sendo a melhor forma de lutar contra a doença, que pode acometer gestantes, bebês e causar um grande mal-estar nessa fase da vida.

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