Produtos de beleza fazem mal para a saúde? Como ler os rótulos?

Os cosméticos são utilizados desde o Egito Antigo como formas práticas de embelezamento. No entanto, muitas das substâncias usadas na fabricação de maquiagens, perfumes, shampoos e afins prejudicam a saúde, a longo prazo. Há marcas que optam por fabricações de origem natural para minimizar os riscos ao usuário, mas, para que o consumidor consiga encontrá-las, será preciso aprender a ler os rótulos das embalagens.

Abaixo, segue a lista dos ingredientes que mais fazem mal à saúde, utilizados frequentemente pela indústria de cosméticos. Ao reconhecê-los nas embalagens, você poderá tomar decisões mais conscientes.

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Amônia

A amônia é muito comum em tinturas para cabelo e algumas máscaras capilares. A substância ajuda a fixar a tintura nos fios e garante um efeito mais duradouro do produto. No entanto, pode irritar o couro cabeludo e, ao evaporar, causar desconfortos no trato respiratório e nos olhos. É possível encontrar com facilidade colorações que não contêm amônia em mercados e lojas especializadas em produtos de beleza.

Corante

A maior parte dos corantes utilizados pelas empresas são derivados de agentes metálicos. Qualquer tipo de metal que entra em contato com a pele ou é ingerido em grandes quantidades acarreta em sérios problemas à saúde, entre os quais se inclui o câncer, as alergias e os problemas intestinais.

Lauril

O Lauril (sulfato de sódio) é um composto empregado em shampoos para auxiliar na eliminação da oleosidade. A quantidade do componente na fórmula do produto é o que vai determinar o quão “seco” ficará o cabelo. Portanto, é normal que shampoos para controle de caspa ou oleosidade possuam maiores quantidades do elemento.

O problema é que o Lauril pode desencadear reações alérgicas na pele e nos olhos, bem como comprometer o sistema imunológico. Quando presente em cremes dentais, por exemplo, pode ocasionar a secura excessiva da boca e aumentar a vulnerabilidade às infecções.

Uma pesquisa feita pelo Institute of Chemistry, em parceria com o Chemical Research Centre, revelou que o Lauril consegue alterar o funcionamento das células, podendo ser tóxico, se utilizado em altas quantidades. Já a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) limita a concentração máxima de 0,2% em qualquer tipo de fabrico, sendo proibido o uso em produtos infantis ou em loções que entrem em contato com mucosas.

Parabenos

Os parabenos são conservantes poderoso e baratos, tendo a função de matar as bactérias, evitar o crescimento dos fungos e aumentar o tempo de validade dos produtos. O composto é absorvido pelo organismo e interfere na produção de estrogênio, o que pode desencadear um desnível hormonal, a longo prazo, em mulheres.

A Anvisa limita uma porcentagem máxima de 0,4% a 0,8% em todos os tipos de itens comerciais que contenham esse composto.

Formol

O formol é um poderoso conservante, tanto que seu uso é recorrente para conservação de cadáveres. O produto é encontrado com facilidade em alisantes, progressivas e produtos para fortalecimento das unhas.

A Anvisa alerta que a exposição recorrente a este fármaco pode causar hipersensibilidade, visão turva e aumento do fígado. O contato direto do produto com a pele causa irritação, dor  e queimaduras. Já o contato direito com os olhos leva à vermelhidão e dor.

Toluenos e Formaldeídos

Os  toluenos são um tipo de solvente aromático que serve como solvente para tinturas e resinas. Ele está presente nos vidros de esmalte, no rímel e em alguns delineadores para olhos.

O maior perigo do tolueno é que ele é absorvido muito rapidamente pela pele, sendo levado pela corrente sanguínea para todos os lugares do corpo . Seus efeitos colaterais incluem vermelhidão, mal-estar, inchaço e coceiras.

Chumbo

A maior parte das maquiagens importadas da China possuem chumbo, assim como as tinturas para cabelo e alguns tipos de hidratantes. O metal, quando em contato com a pele ou ingerido, pode ocasionar dores de cabeça, irritações, tremores, diarreia, gastrite, encefalopatias e até tumores.

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Como usar produtos de beleza de forma saudável?

O primeiro passo está em ler as embalagens e pesquisar sobre o produto antes de comprá-lo, sendo que há algumas marcas que se comprometem a entregar produtos mais naturais aos usuário. Também há quem se habilite a renunciar o uso de alguns produtos, como trocar o shampoo por bicarbonato de sódio com vinagre de maçã, entre outras técnicas, a fim de preservar o corpo contra agentes maléficos.

No entanto, não é somente a indústria farmacêutica que compromete a saúde: o mal uso das peças também pode influenciar. Sabonetes anti-bactericidas, por exemplo, não devem ser utilizados para a limpeza do pênis ou da vagina, uma vez que matam bactérias importantes para a manutenção do local. O mesmo acontece com o uso de outros produtos, portanto, seria muito mais útil utilizar hidratantes ou manteiga de karité para acalmar a pele após se barbear, por exemplo, do que aplicar pós-barba, que contém álcool e resseca a pele, machucando os poros.


Referências usadas neste conteúdo

INSTITUTE OF CHEMISTRY. Biological activity and environmental impact of anionic surfactants. Disponível em <https://pdfs.semanticscholar.org/4054/ca10e5e1ae88dff5cae36081f48a488fa80e.pdf>

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução RDC nº 79, de 28 de agosto de 2000 (D.O.U. 31/08/00). Disponível em <http://www.anvisa.gov.br/anvisalegis/resol/2000/79_2000.pdf>

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Escova Progressiva, Alisantes e Formol. Disponível em <https://bit.ly/2iqhiqb>

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