O que é ovário policístico? Veja sintomas, cuidados e tratamento

Ovário policístico, também chamado de SOP (Síndrome do Ovário Policístico), é um distúrbio hormonal, que provoca o surgimento de cistos no ovário, fazendo com que seu tamanho aumente até três vezes. No entanto, esse não é o único impacto negativo proporcionado pelo ovário policístico: ele pode alterar o ciclo menstrual, tornando-o irregular, bem como aumentar a produção de testosterona, dificultar a possibilidade de engravidar e maximizar o risco de desenvolvimento de doenças, como a diabetes tipo 2 e a depressão.

Ainda que seja um pouco assustadora, em um primeiro momento, a Síndrome do Ovário Policístico é um distúrbio passível de ser controlado, evitando complicações. Confira, aqui, como isso é possível e saiba mais sobre essa condição.

Causas do ovário policístico

O que é ovário policístico? Veja aqui sintomas, cuidados e tratamento.

Ainda não se sabe ao certo quais são as causas da SOP, mas especialistas acreditam que a genética tem grande influência no surgimento desse distúrbio, pois as filhas de uma portadora dessa doença têm 50% mais chance de ter ovário policístico em seu período reprodutivo.

Além disso, outra tese que justificaria o aparecimento dessa doença é o aumento dos níveis de insulina no organismo. Esse excesso, que é chamado de hiperinsulinemia, seria capaz de estimular o desequilíbrio hormonal e o surgimento de cistos nos ovários.

Principais sintomas do ovário policístico e como identificá-los

O ovário policístico provoca sintomas simples de serem identificados somente com a observação. Na lista de sinais desse distúrbio hormonal estão:

  1. Ciclos menstruais irregulares, ou seja, não é possível prever datas de menstruação;
  2. Período de ovulação irregular, com menor frequência;
  3. Dificuldade para engravidar;
  4. Crescimento anormal de pelos, especialmente em buço, queixo, pescoço, seios e ventre;
  5. Pele excessivamente oleosa, com aparecimento de cravos e espinhas, sobretudo na região inferior da face e do pescoço;
  6. Elevada queda de cabelo;
  7. Ganho de peso e inchaço na região da barriga;
  8. Surgimento de manchas na pele, o que é facilmente notado atrás do pescoço e das axilas.

Como é feito o diagnóstico de ovário policístico?

O diagnóstico da SOP costuma ser feito por um profissional especialista, neste caso, o ginecologista ou obstetra, por meio de exames laboratoriais, como os de dosagem de hormônios, curva de insulina associada à de glicemia e ultrassom pélvico.

Tais exames permitem que o médico identifique pontualmente a doença, inclusive exclua eventuais variáveis, que também podem provocar alterações hormonais, como problemas na tireoide.

Tratamento para ovário policístico

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Existem diversos tratamentos de ovário policístico, cabendo ao especialista analisar o caso da paciente e recomendar aquele que seja mais adequado. De modo geral, o médico pode indicar:

  1. Uso de anticoncepcionais: se a paciente não quiser engravidar, a adoção de anticoncepcional é uma opção de tratamento, ajudando a regular os níveis hormonais, além de reduzir o tamanho dos ovários e minimizar o surgimento de cistos;
  2. Administração de antidiabetogênicos orais: se a SOP estiver associada a problemas insulínicos, o médico pode receitar o uso de tais medicamentos, que ajudarão a controlar os sintomas da doença e viver com qualidade;
  3. Indução de ovulação: é um tratamento específico para mulheres que desejam tratar o ovário policístico, com a finalidade de engravidar. Neste caso, o especialista atua na regularização dos níveis hormonais e induz a ovulação.

Vale a pena lembrar que a automedicação não é indicada em momento algum, ainda que alguns desses medicamentos citados sejam fáceis de serem comprados sem prescrição médica.

O correto é sempre consultar um especialista, que solicitará exames e poderá indicar o fármaco e o tratamento ideais para o paciente. Assim, será possível receber a recomendação do melhor medicamento e efetivamente controlar a Síndrome do Ovário Policístico, minimizando o risco de complicações.

Como prevenir ovário policístico

  1. Pratique atividades físicas regularmente: o sedentarismo é um fator de risco simples de ser evitado. Faça exercício por meia hora, no mínimo, pelo menos três vezes por semana;
  2. Mude seus hábitos alimentares: dietas leves e nutritivas são as melhores pedidas para prevenir a SOP, já que minimiza o risco de obesidade, que pode desencadear a doença. Procure comer menos carboidrato e dê preferência à proteína;
  3. Faça acompanhamento ginecológico: o ideal é visitar seu médico uma vez por ano, no mínimo. Desta forma, será possível identificar eventuais irregularidades e agir pontualmente para tratá-las, evitando o distúrbio.

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