Leishmaniose – Todas as Informações. Causas, Diagnóstico e Tratamentos

O termo Leishmaniose é utilizado para definir um conjunto de doenças causadas pelos parasitas do gênero leishmania – insetos presentes em quase todos os continentes da Terra. A enfermidade é caracterizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das seis doenças de infecção mais importantes do mundo. Estima-se que ela já tenha acometido cerca de dois milhões de pessoas por ano.

A leishmaniose está presente atualmente em todos os estados brasileiros e afeta principalmente a população menos favorecida economicamente. A doença pode se manifestar nas pessoas de duas maneiras:

  • Leishmaniose tegumentar ou cutânea, que afeta a pele e as mucosas, como nariz, boca e garganta.
  • Leishmaniose visceral ou calazar, que afeta os órgãos internos do corpo, entre eles o fígado e o baço.

Leishmaniose Tegumentar ou Cutânea

Corresponde há mais de 90% dos casos da doença no mundo, a leishmaniose tegumentar está presente especialmente em países como Afeganistão, Arábia Saudita, Brasil, Irã e Peru. Ela é caracterizada por apresentar uma úlcera indolor com forma arredondada ou ovalada, de tamanho variável e bordas elevadas nas partes externas do corpo.

O período de incubação da leishmaniose tegumentar é de dois a três meses. Ela ainda pode ser encontrada em dois formatos: localizada ou disseminada. A primeira é caracterizada por apresentar até 20 lesões ao mesmo tempo no corpo. Enquanto que a segunda caracteriza-se pelo surgimento de múltiplas lesões papulares e no formato semelhante a de uma acne em várias partes do corpo, incluindo o rosto e o tronco. Esse formato ainda pode apresentar entre os seus sintomas febres, mal estar e dores musculares.

Leishmaniose Visceral

Considerada a forma crônica do doença, a leishmaniose visceral caracteriza-se por afetar violentamente os órgãos internos, não estando restrita apenas à pele ou às mucosas. Os seus principais sintomas são febre irregular e prolongada, indisposição, anemia, falta de apetite, palidez na região da pele e das mucosas e inchaço no abdômen, em função do aumento do baço e do fígado.

O período de incubação dessa leishmaniose pode variar entre dois e seis meses. Sendo que a infecção pode ser considerada oligossintomática, apresentando poucos ou nenhum sintoma. Pode também ser de moderada à grave, que poderá levar o paciente ao óbito.

Quais São as Principais Causas?

A transmissão da leishmaniose acontece por meio de insetos hematófagos – que se alimentam de sangue, conhecidos como flebotomíneos ou flebótomos. Eles medem cerca de dois milímetros de comprimento. Em virtude disso, são capazes de passar pelas malhas feitas para os mosquiteiros e telas de proteção. Esses insetos possuem cor amarelada ou acinzentada e seus nomes mudam conforme a localidade. Podem ser chamado de mosquito palha, birigüi, tatuquira, cangalinha, asa dura, asa branca e palhinha. Ele é encontrado em lugares escuros, úmidos e onde há bastante plantas.

A leishmaniose não é transmitida de pessoa para pessoa, pois é uma zoonose. O mosquito transmite a doença apenas se tiver picado um animal que já estava infectado anteriormente. As principais fontes de infecção são os animais silvestres e os cachorros de estimação.

Quais São os Diagnósticos?

O diagnóstico da leishmaniose é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo da doença. Nos casos de leishmaniose tegumentar, a aparência clínica da lesão da pele aliada ao histórico epidemiológico compatível já leva ao diagnóstico. No entanto o ideal é que sejam usados métodos parasitológicos para confirmação – pesquisa do parasita em um pouco de tecido. Já nos casos de leishmaniose visceral, o diagnóstico deve ser realizado por meio de amostras do fígado, do baço, do linfonodos e da medula óssea. 

Quais São os Tratamentos Indicados?

Os principais remédios para o tratamento da doença no Brasil são os Antimoniais Pentavalentes. Eles precisam ser administrados por via parental, que chegam diretamente ao sangue. São feitas injeções intramuscular ou intravenosa, por um período de pelo menos 20 dias. Entretanto a dose e o tempo de tratamento mudam de acordo com o formato da doença e a gravidade dos sintomas.

Apesar do tratamento existente a melhor forma de combater a leishmaniose é a prevenção ao evitar construir casas ou acampar em regiões muito próximas à mata. Deve-se também evitar banhos em rios. Outras maneiras de prevenção são:

  • Realizar a dedetização das casas, quando indicado pelas autoridades voltadas à saúde;
  • Utilizar repelentes quando estiver localizado em matas em que já foi constatada a doença;
  • Utilizar mosqueteiros para dormir e usar telas protetoras em portas e janelas.

Quaisquer sintomas duvidosos procure sempre um médico para lhe auxiliar melhor, fazer exames e prescrever o tratamento adequado.

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