Labirintite – Sintomas, causas, prevenção e tratamentos

A labirintite é uma doença causada por infecção na região do labirinto do ouvido, é um canal muito semelhante a um labirinto cheio de curvas responsáveis pela audição e equilíbrio do corpo. Os principais sintomas da labirintite são a tontura, perda de audição em um dos ouvidos, perda de equilíbrio, dores de cabeça (cefaleia), zumbido no ouvido e vômitos. São vários os tipos de infecção causadores da doença, como por exemplo a otite, resfriados, tumores, fatores emocionais, alergias entre outros.

Segundo um estudo da Revista Brasileira de Medicina divulgado em 2014, pelo menos 42% da população adulta brasileira pode vir a sofrer de algum distúrbio relacionado à labirintite. Já das pessoas que sofrem vertigem (tudo rodando), 85% é por danos no vestibular (uma estrutura do labirinto).

Sintomas da labirintite

O principal sintoma da labirintite é a vertigem, uma sensação oscilatória com a sensação de que o redor está se movendo, isso é causado por conta da inflamação no canal do labirinto fazendo com que o equilíbrio da pessoa altere. Outros sintomas importantes para o diagnóstico são:

  • Tontura;
  • Náusea;
  • Zumbido no ouvido;
  • Queda de cabelo;
  • Alterações na audição;
  • Sudorese;
  • Vômitos;
  • Desequilíbrio;
  • Acidificação do estômago;
  • Pressão no ouvido;
  • Febre a partir de 38°C;
  • Um pouco de secreção no ouvido.

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Como acontece a labirintite

A doença ataca com a inflamação do aparelho vestibular – responsável por enviar os sinais dos nossos movimentos ao cérebro -, sinais incorretos são enviados, como se ele dissesse que estamos em movimento, quando na verdade estamos parados.

A labirintite é uma doença silenciosa no início, pois só provoca dores de cabeça. No entanto, na fase aguda passa iniciar crises, momentos de muita dor e vertigem. Algumas pessoas costumam sentir quando estão em movimento, como, por exemplo, dentro do carro ou quando tentam ler enquanto andam.

Quando a labirintite é resultado de um processo gripal ou resfriados os sintomas podem demorar até duas semanas para desaparecer. Nos casos crônicos as crises podem demorar minutos ou horas.

Apesar de qualquer pessoa poder desenvolver a doença, são vários os fatores que podem ser agravantes e aumentar os riscos da labirintite. Alguns deles: tabagismo, diabetes, hipertensão, hipoglicemia, colesterol alto, exagero no consumo de álcool, otite, jejum prolongado, entre outros.

Causas

As causas da labirintite são muito diversas, pois a doença pode ser causada pela associação de muitos fatores de risco, por exemplo uma alimentação desequilibrada e estresse. Confira todas as possíveis causas para as crises de labirintite:

  • Diabetes;
  • Infecção viral ou bacteriana;
  • Utilização de ansiolíticos ou anti-inflamatórios com ação no ouvido;
  • Alterações bruscas de pressão ou de altitude como prática de natação e em viagens de avião;
  • Doenças no ouvido;
  • Transtornos da circulação sanguínea;
  • Traumas sonoros;
  • Problemas de coluna;
  • Problemas na mandíbula;
  • Lesão na cabeça;
  • Reações alérgicas ou qualquer tipo de alergia que afeta o ouvido;
  • Estresse e ansiedade;
  • Consumo excessivo de cafeína, tabaco ou álcool;
  • Hipertensão arterial;
  • Reumatismos;
  • Vestibulopatia (doenças do vestibular – região interna do ouvido).

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O que fazer na crise de labirintite

As crises de labirintite podem surgir de uma hora pra outra, nesse caso o recomendável é que a pessoa não se deite e sim permaneça sentada, olhando para um ponto fixo até a crise passar. Depois, deve-se procurar ajuda médica para que seja feito o diagnóstico e se inicie o tratamento da doença.

Diagnóstico

labirintiteA labirintite pode ser diagnosticada de uma maneira bem simples, com perguntas do médico sobre os sintomas apresentados, sendo também necessário alguns exames físicos e uma avaliação otoneurológica, para a certeza do diagnóstico. Alguns outros exames podem ser necessários para descartar a possibilidade de outras doenças. São eles o eletronistagmografia, tomografia da cabeça, exames de audição, ressonância magnética, aquecer e esfriar ou estímulo do calor do ouvido interno para testar os reflexos (pode ser feito ou água ou ar).

As pessoas que acabaram de desenvolver a doença têm os sintomas da labirintite mais intensos durante os primeiros 4 dias, diminuem nos 3 seguintes e gradativamente ao longo de 3 semanas. Se a infecção persistir os sinais constantes podem sumir, mas as crises ainda podem aparecer. O tempo pode variar de acordo com o diagnóstico do  grau de labirintite do paciente.

Tratamento

Após diagnosticada a labirintite pode ser tratada também de maneira simples, com remédios para amenizar os sintomas e medicamentos antivertiginosos – para o tratamentos das tonturas e desequilíbrio.

Também podem ser receitados antibióticos e outros medicamentos para o tratamento, caso a doença seja causada por uma infecção bacteriana ou viral. A medicação só deve ser recomendada por um médico ou cirurgião, de preferência um otorrinolaringologista.

Os remédios utilizados para o tratamento são:

  • Anti-histamínicos;
  • Corticoides para os casos mais graves;
  • Sedativos;
  • Anti-inflamatórios;
  • Antibióticos;
  • Remédios para vômitos.

Os nomes mais comuns são Betaserc, Clopam, Cinazirina, Dramin, amoxilina ou Labirin, metoclopramida ou o  prednisolona. Todos estes combatem os sintomas da labirintite os amenizando, outros na causa do problema agindo como anti-inflamatórios. A maioria dos medicamentos devem ser administrados de 5 a 15 dias.

Para quem tem crises constantes, o ideal durante o tratamento é ficar em local silencioso, em repouso e ingerir bastante líquidos diuréticos como água, chás ou sucos. A alimentação é muito importante durante o tratamento da labirintite, é importante manter os níveis glicêmicos sem picos. Troque as gorduras por ômega três e acrescente no seu cardápio alimentos anti-inflamatórios. Fique longe do sal! Ele aumenta a pressão do ouvido e pode gerar crises ou até agravar a inflamação.

Outra forma de combate e tratamento da doença são exercícios físicos, eles aliviam os sintomas e melhoram a saúde do organismo para que a doença seja mais facilmente tratada. No entanto, não se deve realizar nenhum esporte radical ou então dirigir ou operar máquinas, pois a crise pode oferecer risco à acidentes.

Tipos de tratamento

labirintite-4Vasodilatadores: eles facilitam a circulação do sangue e fazem com que a pressão interna do ouvido se estabilize.

Inibidores seletivos ou labirinto-supressores: minimizam a sensação de tontura realizada por alterações no sistema nervoso.

Anticonvulsivantes e antidepressivos: mantém a pessoa mais calma e inibem alterações drásticas do metabolismo. Estes também devem estar associados a terapia emocional.

A doença não é difícil de ser tratada, mas exige tempo. Alguns níveis do exame de sangue precisam ser controlados para garantir que a inflamação não aconteça novamente, ficar longe do café e controlar os níveis de colesterol, triglicerídeos e não manter o corpo com níveis muito baixos de açúcar (hipoglicemia).

Labirintite tem cura?

A labirintite tem cura se tratada da forma correta. Os primeiros passos são a minimização dos sintomas. Quem persistir com os problemas de desequilíbrio pode achar solução nos tratamentos naturais ou caseiros, como a fisioterapia e utilização de chás e plantas anti-inflamatórias.

Fatores de risco

Algumas pessoas têm fatores de risco para o desenvolvimento da doença, por exemplo altos níveis de triglicerídeos ou altos níveis de colesterol, entre outras coisas relacionadas ao comportamento cotidiano. Confira todos os fatores de risco para o desenvolvimento da doença:

  • Alto nível de triglicerídios;
  • Otite (infecção no canal do ouvido interno);
  • Consumo exagerado de bebidas alcoólicas;
  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial;
  • Colesterol alto;
  • Hipoglicemia;
  • Tabagismo;
  • Excesso de cafeína;
  • Altas taxas de ácido úrico;
  • Alimentação desequilibrada;
  • Muito tempo em jejum;
  • Excesso de açúcar no sangue;
  • Pessoas acima dos 50 anos.

O uso de medicações com antibióticos, anti-inflamatórios e ansiolíticos para o controle do transtorno de ansiedade generalizada, estresse e depressão também podem causar a labirintite, pois alteram as sinapses enviadas pelo labirinto ao sistema nervoso central e outras regiões do cérebro.

Pessoas acima dos 50 anos têm maiores chances de serem acometidas pela labirintite porque têm maiores alterações do metabolismo, vestibulares, níveis de colesterol, ácido úrico, triglicerídios são alguns dos fatores que alteram a pressão dentro das veias e artérias provocando mudanças na pressão do ouvido, principalmente na região do labirinto.

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Labirintite e a ansiedade

A ansiedade e estresse são grandes fatores para o desenvolvimento da labirintite emocional. Os sintomas deste tipo da doença são os mesmos, o que muda são as causas e inicio de sinais de depressão como tristeza profunda, alterações do apetite, perda de peso e tensão muscular. Nesses casos o melhor a fazer é associar remédios que minimizem os sintomas de vertigem, mas principalmente procurar terapia para a ansiedade.

Existem diferentes formas de tratamento natural ou não para o problema que não estão relacionadas ao uso de medicamentos, já que os remédios para controle desses problemas emocionais também são possíveis causadores da infecção no labirinto. Tenha cautela ao tomar determinadas substâncias, porque a doença também pode ser causada por reação à determinado medicamento. Antes de iniciar o tratamento certifique-se de que você não possui nenhuma alergia.

Nos casos de labirintite emocional a doença pode causar perda de peso, devido a falta de apetite, resultado de alterações no canal responsável pela audição. A dor de cabeça nesses casos pode ser acentuada.

10 formas de prevenir a labirintite

A prevenção à vertigem ou a própria labirintite é a mudança de hábitos, principalmente os ligados a alimentação e estresse do dia a dia. Veja 10 atitudes que vão te deixar longe da possibilidade de ter labirintite:

  1. Beber muita água;
  2. Ficar longe do açúcar refinado;
  3. Não abuse do café, chá mate e cafeína no geral;
  4. Sem excesso de bebidas alcoólicas;
  5. Ingira bastante ômega 3;
  6. Não fique muito tempo em jejum;
  7. Realize atividades físicas regulares;
  8. Evite uma rotina estressante;
  9. Procure tratamento para ansiedade;
  10. Tenha uma alimentação equilibrada longe de gorduras excessivas.

Como não é possível identificar quem provavelmente pode desenvolver a doença, os meios de prevenção contra a labirintite devem ser adotados por todos, principalmente pessoas acima de 65 anos. Apesar da doença ser mais comum nessa faixa etária, adolescentes e crianças não estão imune. A labirintite é uma doença que ataca a todos e as causas, tratamento e prevenção não diferem para nenhum dos pacientes, somente a dosagem dos medicamentos.

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