Gravidez na adolescência – Riscos e Causas. Veja os dados. Como evitar?

A gravidez na adolescência é considerada quase uma epidemia no Brasil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 68,4 dos bebês nascidos no país são de mães com idade entre 15 a 19 anos. O índice está acima da média latino-americana de 65,5.

A diferença é ainda maior se comparada com países desenvolvidos. No caso do Estados Unidos, por exemplo, esta taxa é de somente 22,3 nascimentos na adolescência, para cada 1 mil adolescentes da mesma faixa etária.

A gravidez durante a adolescência é considerada um problema social e de saúde, uma vez que o corpo da mulher ainda não está completamente desenvolvido para o crescimento do bebê. Ambos podem sofrer com o processo prematuro de gestação.

gravidez na adolescencia

Riscos da gravidez em adolescentes

Do ponto de vista físico e biológico, a gravidez durante a adolescência tem mais riscos do que para mulheres que já têm o corpo totalmente desenvolvido. Acontece que, entre os 12 e os 18 anos, as meninas ainda estão na fase da puberdade, sob interferência de vários hormônios para o desenvolvimento do corpo – principalmente dos órgãos sexuais.  Quando a gravidez acontece durante esta faixa etária, interrompe-se este processo.

A gravidez na adolescência é considerada de alto risco. A mãe fica mais suscetível a uma série de problemas e o bebê também pode sofrer por conta dessa fragilidade. Entre os problemas que podem ocorrer estão:

  • Hipertensão arterial;
  • Anemia;
  • Má formação fetal;
  • Depressão pós-parto;
  • Nascimento prematuro.

Mulheres que engravidam cedo têm maiores chances de ter complicações no parto. É normal que as mães sofram mais durante as contrações, já que o corpo não está completamente preparado para o nascimento do bebê. Por conta destes fatores, é mais comum a necessidade de cesarianas(já falamos sobre a cesariana aqui) em casos de gravidez precoce.

A melhor forma de prevenir problemas é realizando o pré-natale não deixando passar nenhum exame solicitado.  Nos casos de gravidez precoce, este processo antes do nascimento não ajuda somente a manter a mãe e o bebê saudáveis, mas, também,a desmitificar uma série de mitos e a preparar a menina para aceitar a sua condição materna, como todos os problemas sociais que se apresentam de supetão.

É natural que mães adolescentes revelem seu estado de grávida muito tarde, por volta do quarto ou quinto mês. O ideal é que os exames iniciem logo no primeiro ou segundo mês de gestação. A recomendação dos médicos é de fazê-los o quanto antes, sendo que a menina deve procurar um posto de saúde, onde a equipe de profissionais competentes farão todas as orientações e ainda encorajarão a contar para família, amigos e outros.

Durante a gestação, as mães adolescentes precisam ter alguns cuidados a mais – principalmente na alimentação. Elas têm o dobro de recomendação para fazer uso de suplementos alimentares para repor vitaminas e garantir que o bebê tenha todos os nutrientes necessários para o bom desenvolvimento.

A alimentação de mais de 40% das adolescentes grávidas é inadequada, especialmente quando se trata de proteínas. Às vezes, é mais fácil recorrer às pílulas do que ter que reeducar completamente o cardápio durante estes nove meses de gestação e mais alguns de amamentação no pós-parto.

Mas, os riscos da gravidez da adolescência não param na gestação. O problema tem uma origem principalmente social. As mães acabam tendo dificuldades de se assumirem como tal e, as vezes, até mesmo as famílias se ausentam com o processo de criação do bebê, dificultando o processo de maternidade.  O acompanhamento médico para conseguir apropriar-se destes novos valores e saber o que fazer para cuidar da criança é ainda mais essencial para as mães jovens.

gravidez na adolescencia

Causas da gravidez na adolescência

No relatório da OMS sobre gravidez na adolescência, as causas são apresentadas de formavariada. Entre elas, afalta de educação sexual e disseminação de conscientização sobre o uso de métodos contraceptivos configuram-se como as principais.

O relatório faz uma comparação entre a taxa de fecundidade na adolescência com o índice de educação. As meninas que têm somente o ensino primário ou nenhuma educação formal possuem 4 vezes mais chances de terem filhos durante a adolescência, a partir de 15 anos.

Uma causa terciária, comentada por especialistas, é a vinda cada vez mais precoce da menarca, a chamada primeira menstruação. Isso quer dizer que o corpo das meninas está se preparando cada vez mais cedo para poder desenvolver um bebê. No início do século, na Europa, a média para a menstruação era a partir dos 17 anos, hoje é a partir dos 12 – e vem baixando gradativamente.

riscos da gravidez na adolescencia

Como evitar

No relatório da OMS, várias indicações de médicos e especialistas foram compiladas. De uma maneira geral, está a promoção de medidas que proíbam o casamento infantil e uniões precoces (antes dos 18 anos). Além disso, também há o apoio a programas de conscientização para a prevenção da gravidez precoce e necessidade do uso de contraceptivos.

Dados da Universidade Aberta do SUSindicam que 92% das meninas que engravidam conhecem ao menos um método contraceptivo, sendo a camisinha o mais comum. Portanto, o retrato latino-americano para o alto índice de gravidez na adolescência acaba sendo muito mais relacionado a um fator cultural e educacional do que por falta de acesso à informação.

Recomendados para você:


Ajude a melhor ainda mais o site, avalie:

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (No Ratings Yet)
Loading...

Leave a Reply