Eritroblastose Fetal – O que é, Como Ocorre? Prevenção e Tratamento

Quando uma mulher descobre que está grávida, ela deve ter uma série de precauções e cuidados para garantir a sua saúde e a do seu bebê que está se formando. Logo que desconfia da gestação, a mãe deve iniciar os exames para confirmar a gravidez e então iniciar uma bateria de exames para saber se está tudo bem com ela e com o filho, prevendo e prevenindo doenças e má formações.

O cuidado durante a gravidez é fundamental para que tudo ocorra bem. Um dos exames mais importantes a se fazer é do tipo sanguíneo da mãe. Se ela possuir Rh -, que inclui sangue A-, B-, AB- ou ainda 0- , ela precisa ter um cuidado ainda maior, isso porque pode estar gerando um filho com sangue Rh +, o que se não for detectado a tempo pode trazer uma série de complicações. Esse problema é chamado de eritroblastose fetal. Veja, aqui, porque é tão importante evitá-lo.

eritoblastose fetal

O que é eritroblastose fetal?

Eritroblastose fetal é a incompatibilidade entre mãe e filho que acontece quando a mãe possui tipo sanguíneo negativo (Rh -) e concebe na gestação uma criança com sangue positivo (Rh +). A eritroblastose geralmente ocorre a partir da segunda gestação, quando a mãe já teve uma criança com sangue positivo anteriormente e gera um tipo de anemia.

Esse problema pode receber outros nomes, como hemolítica por incompatibilidade de Rh, doença de Rhesus ou doença hemolítica do recém-nascido. Porém, todos esses nomes referem-se à mesma doença.

Para que a eritroblastose fetal aconteça, é necessário que a mãe já tenha tido contato sanguíneo com Rh + antes. Isso acontece principalmente quando:

  • A mulher já gerou uma criança Rh + antes;
  • Abortos com mais de 7 semanas de gestação;
  • Quando a mulher realizou procedimentos invasivos durante a gestação, como a retirada de uma pequena parte de líquido amniótico, chamada de amniocentes;
  • A mãe já recebeu transfusões sanguíneas com algum tipo de sangue positivo.

Por ser necessário o pré contato com sangue Rh +, é mais comum que o problema aconteça a partir da segunda gestação. Mas, a eritroblastose fetal pode acontecer também antes disso.

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Por que isso acontece?

Qualquer sangue do tipo positivo possui nas células transportadores de oxigênio, conhecidas por hemácias, uma proteína chamada de Rh. Já no sangue negativo, essa proteína não existe e é reconhecida como um corpo estranho, ou seja, um antígeno. É o mesmo que acontece com vírus, bactérias e outros invasores do nosso corpo, que o sistema imunológico tenta eliminar.

Por receber constantemente sangue da mãe, o organismo do bebê começa a reconhecer o sangue da mãe, repleto de proteínas de Rh, como um corpo estranho e passa a combatê-lo.

No primeiro contato, formam-se apenas os anticorpos, por isso, geralmente, não há problemas na primeira gestação. Mas, a partir do segundo contato do sangue Rh – e Rh +, os anticorpos já estão formados. É aí que eles começam a atacar as hemácias do sangue positivo, destruindo-as como se fossem invasores do sistema imunológico.

A formação de anticorpos acontece no corpo da mãe, mas eles são capazes de atravessar a placenta e atuar no corpo do bebê, causando a destruição massiva das células positivas de hemácias. Esse procedimento de destruição recebe o nome de hemólise e faz com que a medula óssea, grande responsável pela produção de células do sangue, libere hemácias jovens demais e que ainda não estão maduras no sangue. Essa hemácias precoces recebem o nome de eritroblastos – que origina o nome da doença.

eritoblastose fetal tratamento

Quais problemas podem gerar?

A eritroblastose fetal é muito grave, por isso os exames são tão importantes, bem como o acompanhamento frequente do médico obstetra, para verificar a saúde do bebê. Algumas consequências da doença são:

  • Possibilidade do bebê nascer com pele amarelada, o problema recebe o nome de icterícia, acometido pelo acúmulo de bilirrubina. Esta é a substância liberada pelo organismo, devido à destruição em massa das hemácias;
  • Problemas graves nos órgãos, gerando danos cerebrais, insuficiência cardíaca ou hepática;
  • Surdez, caso a bilirrubina se acumule no cérebro;
  • Aborto espontâneo;
  • Hidropsia fetal, que é o acúmulo de líquido em vários órgãos do bebê;
  • Morte do feto.

Como evitar ou tratar a doença?

Primeiro é preciso saber o tipo sanguíneo da mãe, já que a doença só ocorre naquelas com sangue negativo. Depois disso, é feito a sorologia para saber se a gestante já tem antígenos, ou seja, anticorpos, de Rh no seu organismo. Caso o exame de sorologia dê positivo e a mãe possua anti-Rh,é preciso consultar o tipo sanguíneo do pai – se ele tiver algum tipo de sangue positivo, é necessário que os cuidados na maternidade comecem.

Deverá ser feita a aplicação de imunoglobulina anti-Rh ou imunoglobulina anti-D. Essa injeção irá impedir que a mãe produza novos anticorpos. Ela deverá ser feita entre a 28ª e 30ª semana da gestação e aplicada por um profissional da saúde.

Caso a mãe não aplique a injeção e seja a sua primeira gravidez, a aplicação deve ser feita em até 3 dias após o parto, para assim evitar problemas com uma próxima possível gravidez.

Caso o problema já tenha se desenvolvido, o obstetra terá que fazer uma transfusão sanguínea no feto, até que seja possível o parto. Nesses casos, normalmente, a mãe dá a luz na 34ª semana, caso o bebê esteja suficientemente desenvolvido e a mãe em perfeitas condições de saúde.

Se os antígenos presentes na mãe não forem altos o suficiente, o bebê pode nascer normalmente, mas apresentar problemas após o parto. Nesses casos, retira-se todo o sangue do recém-nascido, trocando por uma transfusão com sangue Rh-, evitando futuros problemas. Aos poucos, o corpo produz novamente células positivas, porém o procedimento é necessário para que os anticorpos maternos sejam eliminados do corpo da criança por completo.

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