Diverticulite – Causas, Sintomas, Tratamento e Alimentação Correta

A diverticulite é uma inflamação da parede interna do intestino, geralmente no intestino grosso. A doença se caracteriza pelas dores abdominais, saliências no abdômen e dificuldade em ir ao banheiro. Esse processo inflamatório é resultante da formação de hérnias das glândulas presentes no intestino, apesar de também em qualquer local do trato digestivo.

É uma doença silenciosa e assintomática no início, a medida que o processo inflamatório chega a estágios mais preocupantes os sintomas começam a aparecer vagarosamente, podendo resultar em crises de dor. A avaliação dos sintomas é fator importante para ajudar no diagnóstico. Encontre aqui o necessário para saber se você possui essa doença e o que deve ser feito para tratar adequadamente.

Sintomas da Diverticulite

  • Sensibilidade na parte esquerda do abdômen;
  • Inchaço do abdômen;
  • Febre;
  • Dores abaixo do umbigo;
  • Dor no lado esquerdo da barriga;
  • Calafrios;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Gases;
  • Falta de apetite, sensação de saciedade;
  • Alimentação pobre;
  • Dificuldades de ir ao banheiro (prisão de ventre);
  • Sangue nas fezes;
  • Dores na parte inferior da barriga, próxima à bexiga.

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Causas da Diverticulite

Doença Diverticular SintomasEmbora não tenham comprovações científicas de todas as possíveis causas da diverticulite acredita-se que a explicação mais provável é uma alimentação desregulada e pobre em fibras, esta favoreceria o desregulamento de glândulas do intestino e a a formação de hérnias.

Doutores como o conhecido Dráuzio Varella explicam essa relação. Para ele, por meio do site, diz que o intestino grosso é cheio de glândulas que produzem muco que protege o intestino contra corpos estranhos.

Nesse mesmo local ficam importantes enzimas que atuam na digestão e produção de anticorpos. A mucosa do intestino grosso é irrigada por muitos vasos sanguíneos que atravessam o músculo em uma fina camada de pele, essa transferência cria uma região de fragilidade. Ali há uma passagem.

Em alguns casos as veias que cortam o músculo podem criar uma hérnia do tamanho de uma ponta de dedão (o que é nomeado de divertículo). Como há uma passagem do intestino para esse divertículo (bolsa) fezes acabam acumulando e criando um reduto de impurezas. Sendo assim, a região torna-se propícia a infecções desde pequenas até graves e então é que começam os sintomas da diverticulite.

Esses divertículos podem se formar em mais de uma região do intestino ou do sistema digestivo como um todo. Quando essas “bolsas internas” não inflamam é um caso de diverticulose. Mas se inflamarem passam a se enquadrar como um caso de diverticulite.

Acredita-se  que a obesidade, maus hábitos alimentares e a prática do tabagismo deixam o corpo mais vulnerável ao desenvolvimento da diverticulite. Afinal, as substâncias e alimentos que ingerimos mudam os aspectos e substâncias nas fezes que, no caso da diverticulite, ficam presos nos divertículos. Uma dieta com alta toxidade faz com que as chances de uma inflamação aumentem, e muito.

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Como fazer o diagnóstico

O reconhecimento dos sintomas da diverticulite é o primeiro passo. Em casa você pode realizar o teste médico de apalpação. Aperte a barriga nas regiões que sente dor, se houver reação do organismo como espasmo ou intensa vontade de retirar a mão é um sinal de que ali pode haver um processo inflamatório. Nesse caso você deve ir ao médico.

Na consulta explique seus sintomas, provavelmente o médico lhe encaminhará para exames laboratoriais. O mais comum é a tomografia computadorizada ou um pequeno procedimento cirúrgico, em que se coloca uma câmera na ponta de um tubo a fim de averiguar irregularidades dentro do intestino. Dependendo do caso pode ser necessário realizar incisões.

Exames de rotina podem identificar a diverticulite, mesmo que não haja sintomas. Fazê-los também é uma forma de prevenção para detectar a doença logo no início, quando é mais fácil de ser tratada. Não é possível determinar um quadro de diverticulite somente pelos sintomas, por isso os exames são imprescindíveis para o diagnóstico.

Em caso de suspeita de diverticulite ou sintomas da doença o seu médico irá fazer exames físicos apalpando o abdômen em busca de regiões sensíveis à dor. Exames de sangue ou de fezes também poderão ser solicitados para analisar sinais de infecção.

Se o exame de sangue mostrar altos índices de glóbulos brancos (leucócitos), significa que o organismo tem um caso de inflamação.

Por que a falta de fibras pode causar diverticulite?

Agora que já entendemos como os divertículos são causados, podemos explicar a relação da falta de fibras tem com o desenvolvimento da doença. Acontece que uma alimentação pobre em fibras produz menor volume de fezes e faz com que a pressão dentro do intestino aumente, o que facilita a criação das hérnias.

Quando se tem uma alimentação equilibrada e rica em fibras o volume de fezes é maior, as bactérias são eliminadas juntamente com a evacuação e a pressão interna diminui, o que impede que criem hérnias.

As diferenças da alimentação ocidental e oriental servem de prova de como a alimentação interfere no surgimento de doenças do divertículo. Estudos da Organização Mundial da Saúde apontam que 18% dos japoneses que vivem no Japão e têm uma alimentação prioritariamente oriental (à base de peixe, arroz, algas e soja) apresentavam a doença. Já os que migraram para regiões ocidentais e mudaram seus alimentares 50% tinham diverticulite.

 

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O tratamento da diverticulite só é recomendado para pacientes que têm sintomas. Nesses casos é somente indicado uma mudança alimentar, incluindo alimentos ricos em fibras e óleos essenciais para que as paredes do intestino grosso ou do delgado possam se restabelecer sozinhas eliminando as fezes acumuladas nos divertículos.

De 80% dos casos, que somente adaptam-se a uma dieta leve, evoluem para cura espontânea, sem necessidade da tomada de remédios e nem mesmo intervenções cirúrgicas. Os sintomas da diverticulite desaparecem logo nos primeiros meses da dieta.

Em longo prazo a diverticulite pode causar sangramento retal, ruptura do cólon, bolsões cheios de pus (abcessos), fístula, peritonite e problemas na cavidade abdominal. No entanto existem pessoas que não desenvolvem problemas, estas podem conviver com a doença pelo resto da vida somente fazendo exames periódicos para o controle.

Casos graves podem pedir intervenções cirúrgicas para retirada de pontos de inflamação ou pedaços da cavidade intestinal que foram muito lesionadas. Em outros é feito a limpeza dos divertículos para eliminar as fezes que ficaram presas.

A medicação com anti-inflamatórios não esteroides ( nimesulida, iIbuprofeno, etc) e analgésicos pode ser recomendada dependendo do caso que apresentar o paciente.

O que pode e o que NÃO pode comer na Diverticulite

A alimentação é o tratamento mais eficaz contra a diverticulite, pois atua ao mesmo tempo na eliminação da inflamação e prevenção de novos casos. Deve-se ingerir alimentos com fibras, vitamina C e anti-inflamatórios naturais, como o gengibre, por exemplo. Outros alimentos podem ser benéficos na recuperação:

  • Espinafre;
  • Agrião;
  • Acelga;
  • Alface;
  • Cereais integrais
  • Aveia;
  • Arroz integral, fibras no geral;
  • Frutas, como maça, laranja, pera, ameixa, banana;
  • Beber de 2 a 3 litros de água por dia.

Por outro lado, tem também os alimentos que devem ser evitados, confira o que não pode comer na diverticulite:

  • Pipoca;
  • Sementes em geral;
  • Carnes vermelhas e gordurosas;
  • Alimentos ricos em açúcares;
  • Alimentos embutidos;
  • Cafeína em excesso

A prevenção da diverticulite ainda é a melhor forma de enfrentar a doença. Pessoas acima de 40 anos, idosos, sedentários, prática de tabagismo, obesidade e histórico familiar (relação genética) estão entre os fatores de risco. Ao se enquadrar nessa formas pense em adotar estilo de vida mais saudável para prevenir a diverticulite e muitas outras doenças relacionadas à má alimentação e falta de exercícios físicos.

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