Cirurgia Bariátrica – Quem pode fazer, preço, é perigoso?

A cirurgia bariátrica é um procedimento de redução do estômago como uma forma de tratamento da obesidade. Algumas pessoas precisam passar por essa intervenção cirúrgica quando o emagrecimento não acontece mais só controlando a alimentação e fazendo atividades físicas.

Antes de realizar a cirurgia bariátrica, a pessoa passa por vários exames para ter aprovação médica para a redução do estômago. Normalmente as pessoas que realizam essa cirurgia são as que estão em um nível de massa corporal superior a 40. Você pode descobrir o seu índice calculando o IMC aqui.

É sempre importante estar atento a saúde e as consequências que o excesso de peso pode trazer para as nossas vidas. A pessoa que está acima do peso corre riscos de saúde como a diabetes, problemas respiratórios e cardíacos, hipertensão, entre outros.

A pessoa tem que conhecer os riscos da cirurgia, entender qual tipo de cirurgia ela quer enfrentar, ir até uma clínica de endocrinologia metabologia, verificar quais são as doenças associadas para que ela seja aprovada, entender o pós operatório doloroso e além disso, muitas pessoas precisam entrar na fila para anos de tratamento para não desenvolver outras doenças ou ter alguma síndrome metabólica após nas cirurgias. Leia mais sobre bariátrica e conheça.

cirurgia bariatrica

Todos os que querem fazer bariátrica precisam saber que é necessário começar uma ingestão de alimentos correta antes de uma cirurgia como essa, que você precisa adaptar todo o seu corpo, independente da obesidade grau que ela está, isso porque o peso após a cirurgia pode voltar, principalmente para os pacientes que não entenderem que é necessário mudar todo o estilo de vida para o peso se estabilizar e ter mais benefícios que riscos.

Quem pode fazer

O paciente que passa pela cirurgia bariátrica percebe em pouco tempo os seus benefícios. Após a cirurgia, além da perda de peso, a pessoa já vai ter diminuído o seu risco de mortalidade, o fim de doenças como hipertensão e diabetes que normalmente são causadas pela obesidade, chances de maior longevidade e qualidade de vida.

O paciente precisa passar por exames e análises antes de ter aprovação para fazer a cirurgia de redução do estômago. Os três critérios para passar pelo procedimento são tempo da doença, índice de massa corpórea (IMC) e idade.

cirurgia bariatrica antes e depoisPara quem está com o IMC entre 35 e 40 kg/m² precisa ter presença de comorbidades. Para quem tem mais de 40 kg/m² não precisa de ter presença de comorbidades. Para o paciente que esteja com IMC entre 30 e 35 kg/m² também precisa ter presença de comorbidades e deve ter de um médico especialista da área a classificação grave em seu relatório.

No processo médico, o paciente desse caso também precisa de uma conclusão de intratabilidade clínica da obesidade por um endocrinologista. A idade também é um fator que conta para a aprovação da intervenção cirúrgica.

Para quem tem mais de 65 anos, o grupo de médicos consultados irão avaliar cada caso em específico para ver os riscos do procedimento, os ganhos com o emagrecimento, a expectativa de vida daquela pessoa e a presença dos critérios citados acima.

Para pacientes abaixo de 16 anos, o caso é parecido. O grupo de médicos vai avaliar e dar um parecer para aprovação ou não da cirurgia. Para isso é preciso ter um consenso entre os médicos e autorização do responsável legal do adolescente. O mesmo vale para pessoas entre 16 e 18 anos. Para as outras idades não há restrições.

É necessário saber quais os tipos de redução existentes, para alguns pacientes algumas são mais indicadas que outras, desta forma, é por isso que o acompanhamento médico e cuidados com saúde são tão importantes, principalmente em uma cirurgia gástrica ajustável ou também como é conhecida, cirurgia de obesidade.

Contraindicações

Pacientes sem apoio familiar e com limitação intelectual, com algum transtorno psicológico ou psiquiátrico que não esteja controlado ou com doenças genéticas são contraindicados para a realização da cirurgia de diminuição da obesidade.

Isso são coisas que você tem quer saber antes de realizar a cirurgia de uma perda dessa, conheça os problemas que podem acontecer, como há a redução, como é feita uma recuperação até mesmo sobre como são os processos pré operatórios quando feito cirurgia.

Como é feito o procedimento 

Existem 5 tipos de cirurgias bariátricas aprovadas pelo Conselho Nacional de Medicina daqui do Brasil. São elas a Gastrectomia Vertical, Bypass Gástrico, Banda Gástrica, Duodenal Switch e a Gastroplastia Endoscópica.

tipos de cirurgia bariatrica

A Gastrectomia Vertical é um procedimento que retira dois terços do estômago, tornando-o mais longo e fino. A parte retirada é a que produz a grelina, que é o nosso incentivador de apetite.

A pessoa vai ficar um tempo sem fome, mas depois o organismo vai começar a produzir o hormônio em outro local. Essa opção é irreversível e a pessoa perde em média 25% da sua massa gordurosa do corpo.

O Bypass Gástrico divide o estômago em dois e a menor parte é ligada ao intestino delgado. A parte maior fica em isolamento. A comida entra pela parte pequena do estômago, que vai caber apenas 50 mililitros de algum alimento. Esse procedimento é reversível e a perda de peso gira em torno de 40%.

A Banda Gástrica é feita com um anel de silicone que pode inflar. Esse anel é colocado na parte superior do estômago para impedir que entre muita comida por ali, ou seja, a pessoa só vai conseguir comer pouco. O cirurgião introduz o anel e depois pode ajustá-lo por meio de um dispositivo. A cirurgia é reversível e a perda é de 25%, mas com altas taxas de ganhos de peso novamente.

O procedimento Duodenal Switch é mais invasiva e é feita em casos mais extremos. O cirurgião retira dois terços do estômago e também faz um desvio do intestino delgado. A perda de peso é alta, cerca de 40% a 45%, só que é irreversível.

Por último temos a Gastroplastia Endoscópica que chegou a pouco tempo no mercado e é indicado para os menos obesos. O estômago passa por um procedimento de costura para ficar mais fino e receber menos alimentos. A perda é de 20% e irreversível.

como funciona cirurgia bariatrica

Cuidados posteriores e anteriores

Antes de realizar a cirurgia o paciente precisa tomar alguns cuidados importantes. As pessoas que irão fazer o procedimento precisam se esforçar para perder uma parte de peso para melhores resultados da anestesia geral e da operação em si.

Após a operação, o paciente precisa continuar cuidando de sua saúde. É preciso fazer atividades físicas regulares e tomar vitaminas. A intervenção também pode dar alguns efeitos colaterais e, caso isso aconteça, o paciente deve reduzir o consumo de carboidratos, comer mais vezes ao dia com menos quantidade e evitar líquidos no momento das refeições.

famosos antes e depois cirurgia

cirurgia bariatrica antes e depois

Brasil aumenta progressivamente número de cirurgias bariátricas

A cirurgia bariátrica é considerada com tratamento clínico, em que o paciente vai passar por processos de reeducação alimentar, tratamento físico e psicológico. A primeira cirurgia dessa natureza para combater a obesidade foi realizada em 1954.

Para se chegar ao ponto de realização da cirurgia de redução de estômago, o paciente precisa ter passado antes por uma série de exames, ter a conclusão médica que não é possível conseguir perder peso sozinho e tiver correndo risco de morte por causa da obesidade.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica o número de cirurgias aumentou 7,5% em 2016 em comparação com 2015. No total foram mais de 100 mil intervenções, que seguem em ritmo crescente.

Preços médios

Os preços para realizar a cirurgia bariátrica variam muito de qual procedimento indicado para cada pessoa, o local em que ela vai realizar o procedimento e o médico que vai fazer. Os valores podem variar entre 10 mil a 30 mil reais.

O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece a cirurgia bariátrica, contudo apenas os casos mais graves em que a obesidade é mórbida e quando existem muitas complicações de saúde são aprovados. Além disso, é preciso provar que outros tratamentos menos agressivos para emagrecer foram feitos, mas sem sucesso.

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