Cesariana: cuidados necessário, pós operatório, quanto custa e mais.

A cesariana é um tipo de parto em que é feita uma incisão no abdômen da gestante para a retirada do bebê. Trata-se de operação tida como de grande porte e, consequentemente, comporta risco maior do que o parto normal (vaginal). É preciso que a mãe sempre pense na saúde e bem estar dela e do bebê e avalia com um médico se de ser feita uma cesária ou as vantagens do parto normal superam o procedimento.

Considera-se que há, no Brasil, um exagero no recurso à cesariana. Cerca de metade dos partos do país são feitos pelo procedimento (há hospitais, em que cesarianas são nove de dez de todos os partos realizados). A Organização Mundial da Saúde recomenda que não mais de 10 a 15% dos partos sejam cesarianas. Mas na gravidez, quando os riscos do parto de cesária são grandes, a mãe é avisada pelo médico. O mesmo acontece quando opta pelo parto normal, mesmo que o método não seja o mair recomendado na situação.

Cesarianas costumam ser indicadas para, entre outros casos, o de gestante carregando três ou mais bebês simultaneamente, no caso do bebê sentado ou de lado, problemas que impeçam a mulher de assumir a posição ginecológica, o caso de bebê que tenha alguma condição em que não se pode aguardar o parto normal ou pode não resistir à passagem pelo canal vaginal. Durante a gravidez é possível que alguns empecilhos obriguem a mulher a optar pela cesariana.

Embora haja casos em que obstetra e gestante já sabem de antemão que o parto terá de se verificar por cesariana, há casos em que a necessidade de uma cesariana só se revela durante o parto (por exemplo, quando há prolapso do cordão umbilical, ou seja, o cordão umbilical parece antes do bebê, o que pode espremer este e cortar sua fonte de ar, prejudicando sua respiração). Nos primeiros sintomas da gravidez adversos, a mãe já deve avisar o médico para que ele avalie a situação.

Cuidados que precedem uma cesariana

Como funciona o parto com cesariana?

Quando uma cesariana é marcada com antecedência, em vez de ser uma decisão de emergência, costuma ser recomendado à gestante que não coma nada nas cinco horas que precedem o procedimento cirúrgico. Em todo caso, a gestante deve ser informada pelo obstetra sobre quais são os cuidados exatos que deve tomar, incluindo a duração e a natureza do jejum (por exemplo, se inclui abster-se de líquidos ou não).

Outro cuidado é a retirada de lentes de contato ou óculos, anéis, piercings, brincos, pulseiras e demais adornos do gênero. Se acompanhada (a não ser que uma emergência de caráter médico, exija o contrário, a gestante tem o direito de levar consigo acompanhante, homem ou mulher), a gestante pode pedir ao acompanhante que segure os óculos.

Excessos de maquiagem e esmaltes escuros devem ser evitados: a pele da gestante deve ser fácil de ser monitorada durante a realização do procedimento cirúrgico.

No hospital, a roupa da gestante é substituída por um avental hospitalar. Além disso, a região onde a incisão será efetuada terá os pelos raspados.

Mesmo que não esteja preparada, em alguns casos de emergência o parto é induzido à uma cesariana, mesmo que a mulher deseje ter um parto normal, porém isso só é feito para a segurança dela e do bebê. Em alguns casos fazer uma cesária é crucial para que a criança tenha chances de sobreviver. O médico deve sempre avaliar quais são os riscos de cada procediemento.

O procedimento cirúrgico

Os tipos de anestesia mais usados em cesarianas são a raquidiana e a peridural. Em ambos os casos, a mulher fica consciente, sem sentir dor do peito para baixo.

A anestesia raquidiana usa volume menor de anestésico que a peridural, ela é aplicada de uma vez só. A peridural, além de usar um volume maior de anestésico é administrada de maneira contínua através de um cateter nas costas da gestante. Às vezes, esses dois tipos de anestesia são combinados.

Além da anestesia, a gestante recebe uma sonda para esvaziar a bexiga. Com a mulher sob anestesia, o obstetra efetua uma incisão horizontal na pele pouco acima da localização do osso púbico da gestante, afasta várias camadas de tecido para ter acesso ao útero, onde faz uma pequenina incisão para retirar do órgão a criança. Embora não doa, o esforço da equipe para retirar o bebê pode ser um pouco desconfortável para a gestante.

A cesariana é um procedimento relativamente rápido que costuma demorar entre meia hora e uma hora, mas, claro, cada caso é um caso. O fechamento do abdômen da gestante leva mais tempo do que a abertura, pois cada camada de tecido que foi cortada recebe pontos. As mudanças no corpo da mulher da gestação pode demorar até um ano pra voltar ao normal, mas é possível se recuperar da cesarina rápido na maioria dos casos.

Pós-operatório e riscos

Embora a cesariana seja mais rápida do que o parto normal, o que provavelmente responde por boa de sua popularidade nos hospitais e maternidades do país, a recuperação da gestante é mais demorada e mais dolorida. O corpo da mulher após o procedimento pode sofrer por mais tempo com os efeitos colaterais do parto.

A mãe, após o procedimento cirúrgico, é levada para uma sala de recuperação, enquanto o bebê é enviado para o berçário, onde fica em uma incubadora ou em um berço aquecido. No período que se segue à cirurgia, a mulher pode sentir frio e até tremer porque as salas de operação são mantidas relativamente frias e a anestesia interfere na regulação de temperatura do organismo.

Geralmente, remédios como antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos são ministrados à mãe nos primeiros dias após a realização do procedimento.

Cirurgia que é, a cesariana comporta riscos, mas trata-se de um procedimento bem conhecido, frequentemente praticado e relativamente simples que, na maior parte das vezes, transcorre sem complicações.

Dores e sangramentos excessivos e infecções são mais comuns para mulheres que passaram por cesariana em vez de parto normal. Além disso, o procedimento aumenta as chances de que, em gestações subsequentes, desenvolva-se a complicação chamada placenta prévia, também conhecida como placenta de inserção baixa, um defeito de localização da placenta.

Entre os problemas mais comuns após o procedimento, estão os problemas de cicatrização, especialmente se a mulher já era obesa antes de engravidar.

Há risco maior de infecção pós-parto, por exemplo, ou de problemas na cicatrização (como a formação de hérnias ou queloides), e até de acidentes cirúrgicos. Por outro lado, trata-se de um procedimento rotineiro e relativamente simples, que na maioria das vezes transcorre sem problemas.

É relativamente comum que as mulheres que tenham uma camada mais espessa de gordura na barriga, apresentem maior dificuldade na cicatrização da incisão.

Quais os riscos do pós operatório de uma cesária?

A sonda urinária costuma ser retirada da mãe algumas horas depois do procedimento. A mãe geralmente fica internada por até três dias após o parto.

Cabe ao obstetra definir quais cuidados devem ser tomados no período pós-operatório. Entre os mais comuns, estão repouso por pelo menos uma quinzena (embora a mulher não precise ficar deitada o tempo todo, longos períodos em pé podem fazer o corte doer, e carregar algo mais pesado que o próprio bebê pode ser demais para ela), limpar a região do corte apenas com água e sabão e evitar a aplicação de cremes não prescritos pelo médico.

Também é usualmente recomendado esperar entre 15 e 30 dias para retomar atividades como dirigir, aguardar pelo menos um mês para retomar caminhadas e pelo menos três meses para fazer exercícios abdominais. Caso a região da pele ao redor da incisão apresente vermelhidão, inchaço ou esteja quente ou liberando algum tipo de secreção ou ainda se a dor na região estiver se acentuando em vez de diminuindo, o obstetra deve ser avisado o mais rápido possível.

Depois do parto, normal ou cesariana, a mulher apresenta sangramento vaginal, através do qual é expulso material que cobria o útero na gravidez.

Preço

O custo de uma cesariana pode variar bastante dependendo do estabelecimento em que for realizado e das condições específicas do parto. No SUS, ele é pago pelo governo. Planos de saúde cobrem-no parcial ou integralmente, e é bom verificar qual o caso do plano da gestante, se ela o possuir). Na rede particular, um parto costuma ficar por volta de 15 mil reais (incluídos obstetra, anestesista, pediatra pós-natal, etc.) Mesmo com o alto custo as razões de fazer um parto normal não devem se basear no custo. Ambos procedimentos exigem profissionais e os riscos do parto sem acompanhamento podem ser altos.

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