Autismo – Como Identificar? Sintomas e Tratamentos para o Distúrbio

O autismo é um transtorno que causa um sério comprometimento na interação social e na comunicação. Geralmente, costuma ser percebido nos primeiros anos de vida da criança, sendo compromisso de um profissional a identificação dela e de seus vários graus.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), como também é conhecido, gera uma série de problemas, principalmente relacionados às interações e à comunicação da criança. Além disso, é comum que crianças autistas não sejam tão participativas dentro de seus grupos escolares, por exemplo.

Entenda melhor o que é esse transtorno e como identificá-lo:

O que é Autismo?

o que é autismo

É um transtorno neurológico, que além de comprometer as interações sociais e as comunicações da criança, também desenvolve comportamento restrito e repetitivo.

Esse transtorno afeta a forma como o cérebro processa as informações, sendo que as causas envolvem predisposição genética, de cunho hereditário. No entanto, fatores ambientais também podem influenciar no autismo – há estudos que analisam os defeitos congênitos como causa, mas ainda não há resultados concretos sobre o tema.

Geralmente, os sintomas aparecem nos 3 primeiros anos de vida da criança. A intervenção rápida auxilia em seu desenvolvimento, ajudando em suas deficiências comportamentais, cognitivas e na fala. O tratamento rápido ajuda a criança a desenvolver alguma habilidade de interação e comunicação, no entanto, sempre terá alguma resistência, já que o autismo não tem cura.

Há crianças que crescem e têm uma vida relativamente normal, apesar de suas dificuldades em sociedade. No geral, gostam de rotinas e do controle da situação. Ao mudar algo, poderão sentir-se indefesos, gerando uma crise.

Para o diagnóstico do autismo, é observado três pilares fundamentais desse transtorno:

  • Dificuldades em comunicar-se;
  • Dificuldade nas interações sociais;
  • Comportamento incomum (manias).

Tipos de autismo

sintomas de uma criança autista

O autismo é dividido em três tipos:

  • Síndrome de Asperger;
  • Transtorno Autista ou Autismo Clássico;
  • Transtornos invasivos do desenvolvimento.

Síndrome de Asperger

Essa é considerada uma forma mais branda do autismo, um transtorno neurobiológico, que afeta o desenvolvimento. Isso inclui problemas com habilidades sociais, comportamentos excêntricos e/ou repetitivos, criando práticas ou rituais incomuns, como vestir-se em uma ordem específica.

Transtorno Autista ou Autismo Clássico

Esse é um tipo de autismo mais evidente. Além dos sintomas clássicos, também há atrasos significativos na linguagem, aumentando os desafios sociais e de comunicação. É comum que crianças com esse tipo de autismo também desenvolvam deficiências intelectuais.

Transtornos invasivos do desenvolvimento

Diferente dos outros tipos acima, esse não apresenta os 3 pilares do autismo, apenas 2 deles. Sendo assim, a criança pode ter problemas comportamentais e de comunicação, mas interage bem. É comum o diagnóstico desse tipo de autismo acontecer depois dos 3 anos, pois é mais complicado observar o problema.

Como identificar o autismo: sintomas

como indentificar autismo

O problema pode ser identificado pelos pais ou pela escola, com base no comportamento da criança. É comum que elas desenvolvam-se normalmente, até certa idade, mas, por volta dos 18 meses, ela regride.

Para identificar se a criança tem algum nível de autismo, observe se ela tem dificuldades de brincar de faz de conta e de interagir com outras crianças ou adultos. Outro sintoma do autismo é a complexidade da criança de se comunicar de forma verbal ou não verbal.

Há, também, outras formas que podem indicar o transtorno, como a alteração hormonal diante de uma mudança de rotina, a repetição de certos movimentos corporais, oapego a alguns objetos ou a sensibilidade em relação aos sentidos (tato, olfato, audição e visão).

Se a criança prefere ficar sozinha e retraída e não possui amigos, também são sinais de que possui o transtorno.

Autismo tem tratamento?

O autismo tem tratamento, mas não tem cura. Cuidar do problema ajuda a criança a desenvolver-se melhor, mas, mesmo assim,apresentará os sinais e terá dificuldades em comunicar-se e interagir.

Para o tratamento do autismo é preciso uma equipe multidisciplinar, que incluí médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e pedagogos. Os remédios só são necessários em casos de agressividade, pois o intuito do tratamento é incentivar que a criança faça pequenas tarefas rotineiras. Quanto mais cedo é feita a intervenção, maiores serão as chances de obtenção de melhora nos sintomas do autismo.

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