Toracotomia – Para que serve? Como é feita? Indicações e pós-operatório

Toracotomia ou toractomia é um procedimento cirúrgico que acontece quando é realizada a abertura da cavidade torácica. Isso é feito quando existe a necessidade de intervir sobre os órgãos que se encontram nessa região. Na cavidade torácica encontram-se o pleura, o pulmão, o esôfago, a traqueia, o timo, o pericárdio, a aorta, parte da coluna e os nervos simpáticos.

Nesse local, estão ainda os músculos, como o diafragma, os linfáticos, os brônquios, os grandes vasos, o mediastino, o abdômen superior e a própria parede torácica. Quando uma cirurgia é executada pelo método de toracotomia, o cirurgião pode ter o objetivo de remover uma doença, como o câncer, ou apenas coletar material para posterior diagnóstico.

cirurgia de toracotomia

 

A toracotomia pode ser feita ainda para corrigir as partes lesadas dos órgãos. Dessa forma, é mais comum para remover um lobo do pulmão ou mesmo para retirar o órgão inteiro, bem como para ressecção de tumores grandes.

Como é feito o procedimento de Toracotomia

Embora o termo empregado em tal procedimento signifique qualquer abertura do tórax, é importante saber que, quando se fala em termos cirúrgicos, é preciso fazer algumas diferenciações. Existem as toracotomias simples, como os acessos de drenagem, por exemplo, e as incisões largas, para intervenção em órgãos que estão dentro do tórax.

De qualquer forma, qualquer procedimento que envolva a abertura do tórax deve ser realizado com muito cuidado, pois sempre provoca um significativo nível de estresse para o sistema cardiorrespiratório. Já para acessar o órgão necessário, é possível contar com diferentes vias de acesso, ou seja, incisões em pontos diferentes.toracotomia

O procedimento deve acontecer em um centro cirúrgico que esteja equipado de maneira adequada para receber o paciente e com os instrumentos necessários. Quando a abertura é realizada entre as costelas, sendo esse o procedimento mais comum, entre elas, é posicionado um afastador, a fim do cirurgião ter acesso à cavidade torácica.

O paciente, também, deve estar posicionado de modo correto na mesa de cirurgia, receber anestesia e ventilação pulmonar apropriada. Existem diferentes posições, sendo que a mais indicada depende do local em que se vai receber a incisão.

É preciso levar em consideração, ainda, os riscos cardiorrespiratórios envolvidos, a existência de secreções brônquicas, o risco de hemoptise abundante, bem como os possíveis problemas da anestesia. Por fim, mas não menos importante, o estado de saúde do paciente e a sua idade também são fatores que devem ser atentados. O cirurgião tem, ainda, o auxílio de uma equipe bem preparada, formada por enfermeiros.

Tipos de incisões no tórax (Toracotomias)

Os tipos de toracotomias podem ser divididos em dois grandes grupos, que são os seguintes:

  1. Toracotomia Simples
  • Toracotomia unilateral ou hemitorácica, que pode ser anterior, axilar e póstero-látero-anterior.
  1. Toracotomia mediana
  • Por incisão vertical;
  • Por incisão arciforme;
  • Por incisão em ômega.
  1. Toracotomia bilateral 
  1. Toracotomia Combinada
  • Por incisão tóraco-abdominal, que pode ser variedade unilateral e variedade mediana;
  • Por incisão toracocervical, que pode ser variedade unilateral e variedade mediana.

Veja, agora, como funciona cada um dos cortes:

  • Mediana, em que é feita uma incisão mediana transternal, com abertura completa do esterno. Esse tipo de corte é usado, normalmente, em cirurgias cardíacas, uma vez que facilita a exposição do coração e dos vasos da base, sendo que a incisão lateral funciona melhor para acessar as cirurgias valvares;
  • Axilar, feita com uma incisão na linha das axilas;
  • Antero-lateral, realizada com uma incisão que acompanha a linha do arco costal;
  • Póstero-lateral, em que o corte segue o mesmo sentido do arco costal, sendo que a incisão costuma ser feita pelo quinto espaço intercostal. Esse corte oferece um campo operatório completo, graças a sua centralização;
  • Lateral (paraesternal), é realizado um pequeno corte com remoção da cartilagem condroesternal, para chegar à região mediastinal anterior;
  • Transversa (bilateral), incisão que engloba os dois lados do tórax, sendo necessária quando há traumas grandes do tórax ou transplante pulmonar duplo;
  • Tóraco-abdominal e cérvico-torácica;
  • Toracotomia mínima para drenagem torácica, feita quando é preciso um tratamento emergencial para pneumotórax expontâneo, bem como para lesões traumáticas abertas ou fechadas, com lesões no pulmão ou na pleura.

Como é o pós-operatório da Toracotomia

Mesmo com o uso de anestesia, durante o procedimento, e do uso de analgésicos, após a operação, é comum que o paciente tenha dor. No entanto, nos últimos anos, novas técnicas permitem que a toracotomia seja menos invasiva e sofrida para o paciente. Além disso, depois da cirurgia, o paciente pode ter que permanecer internado, por até uma semana.

Já a recuperação é lenta e progressiva, sendo que é preciso, já em casa, permanecer por, pelo menos, duas semanas de repouso. Qualquer atividade física costuma ser liberada somente 30 dias após a operação.

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