Sífilis: O que é? Causas, Sintomas e Tratamento

A sífilis trata-se de uma doença sexualmente transmissível (DST) originada pela bactéria Treponema Pallidum. A doença também é conhecida popularmente como cancro duro e pode atingir além dos órgãos genitais, outras partes do corpo em diferentes estágios. Os sintomas da Sífilis avançam conforme a evolução da doença e partem de feridas e manchas na pele até cegueira, demência e consequências severas no sistema nervoso central.

Os sintomas da sífilis variam de acordo com o estágio em que a doença se encontra no organismo do paciente. A doença pode demorar anos para manifestar sintomas externos, tudo depende da evolução da infecção que passa pelos estágios primário, secundário, latente e terciário.

Sintomas da Sífilis

Os sintomas da sífilis dependem muito com o estágio em que a doença se encontra. Veja quais são as características de cada fase de contaminação:

 

Primeiro Estágio

Denominado sífilis primária, ocorre em torno de algumas semanas depois do contágio por meio de contato sexual desprotegido ou que  e pode ser assintomática. Nesse estágio, há a formação de feridas indolores onde há a infecção. Essas feridas não são visíveis, especialmente quando localizadas no colo do útero ou no reto.

Após quatro a seis semanas, essas feridas desaparecem, mesmo sem o paciente ter percebido ou procurado tratamento. Após esse período, a bactéria Treponema permanece inativa no organismo.

 

Sintomas da sífilis

Segundo Estágio

O segundo estágio denominado sífilis secundária ocorre até oito semanas depois da formação das feridas. Em torno de 33% dos indivíduos que não cuidaram da sífilis primária acabam desenvolvendo a secundária.

Mais uma vez, os sintomas podem desaparecer sem qualquer tratamento e a bactéria se torna novamente inativa no organismo.

Nesse estágio, o infectado pode sofrer com os seguintes sintomas, que são bem parecidos com o de um resfriado, porém com algumas diferenças. Confira quais são os sintomas da sífilis nesse estágio da doença:

  • Febre;
  • Dores musculares;
  • Dor de garganta com dificuldade para engolir;
  • Manchas vermelhas pela pele;
  • Íngua nas axilas, entre outras regiões.

Sífilis latente

Trata-se do estágio em que a sífilis fica inativa e não há quaisquer sintomas. O estágio latente pode durar anos sem que o indivíduo manifeste qualquer sintoma. Há a chance de a doença ficar inativa para sempre, sem nenhuma manifestação. No entanto, se ela se desenvolver para o estágio seguinte, pode causar um quadro muito grave, incluindo danos permanentes para a saúde do organismo até a morte.

sintomas-da-sifilis

Terceiro Estágio

O estágio seguinte trata-se da sífilis terciária, que pode atingir em torno de 15% dos indivíduos com sífilis que não fizeram nenhum tipo de tratamento. O estágio terciário pode se manifestar muitos anos após a infecção. Nesse estágio, a doença pode causar danos a diversos órgãos, como o cérebro, coração, fígado, nervos, ossos, vasos sanguíneos e articulações. Algumas das consequências são:

  • Problemas nervosos;
  • Demência;
  • Paralisia;
  • Cegueira.

Entre tantos outros problemas que podem levar até a morte, em casos mais críticos.

Sequelas da Sífilis

Gravidas e Sífilis congênita

Ainda há mais uma fase da sífilis denominada congênita. Nessa fase, a mãe  passa a doença para o bebê via placenta durante a gravidez ou no momento do parto. Grande parte dos bebês infectados não apresentam sintomas. Porém, em alguns casos, o bebê pode ter rachaduras nas solas dos pés e nas palmas das mãos e ainda há a possibilidade de a criança desenvolver surdez e problemas na dentição no futuro.gravidas-com-sifilis

A melhor forma de prevenir o contagio do bebê pela doença é a partir da realização correta do pré-natal e utilizar medicações que ajudem a estacionar a doença e garantir que não seja mais danosa à saúde do bebê. Hoje em dia existe técnicas de parto que evitam o contato da criança com o sangue de forma a minimizar as chances de contaminação durante a gravidez pela Sífilis congênita.

Todos os bebês recém nascidos cujo a mãe tinha sífilis durante a gravidez devem realizar o acompanhamento período com pediatra e por meio de exames laboratoriais para controlar a doença e verificar se o desenvolvimento ficou com danos que precisam ser tratados devido à lesões causada pela Sífilis congênita.

Diagnóstico

Como a sífilis é uma doença silenciosa que pode se manifestar anos após o contágio, o Ministério da Saúde recomenda que caso seja praticado sexo sem proteção, o indivíduo procure orientação médica. Na consulta, responda com clareza as perguntas do especialista para procurar o diagnóstico correto.

Os exames mais comuns para o diagnóstico da sífilis são o exame de sangue, cultura de bactérias, em que são recolhidas amostras de secreções de possíveis feridas no corpo que serão analisadas a fim de encontrar a bactéria Treponema Pallidum.

Se há a suspeita de que a sífilis já atingiu o sistema nervoso central, e o paciente apresenta sintomas relacionados a complicações neurológicas, o médico poderá requerer uma punção lombar, coletando uma amostra do líquido cefalorraquidiano. Assim que o indivíduo for diagnosticado com sífilis, ele deve avisar outros parceiros sexuais que tiveram relação sem proteção nesse período.

Causas da Sífilis, é contagioso?

A sífilis é uma doença contagiosa por determinados meios, ela pode ser transmitida por:

  • Relações sexuais desprotegidas
  • Transfusão de sangue contaminado
  • Contato com sangue de uma pessoa infectada

Tratamento

O tratamento da sífilis  se faz com o uso de penicilina, um antibiótico que ao longo dos anos se provou eficaz no combate da bactéria Treponema. Normalmente, em estágios iniciais, o paciente tomará uma injeção de penicilina que impedirá que a doença se desenvolva. Caso o paciente esteja em um estágio mais agravado da doença, ele pode precisar tomar mais de uma dose da injeção.

Quanto mais cedo for realizado o tratamento maiores são as chances de sucesso. Isso ressalta a importância de realização do diagnóstico da doença logo na sífilis primária, quando a infecção acabou de acontecer.

Quando estiver realizando o tratamento, o paciente deverá consultar o médico regularmente para verificar o progresso e tratar possíveis efeitos colaterais da injeção de penicilina. O paciente também deverá realizar exames até dois anos depois para certificar que a infecção foi curada.tratamento-da-sifilis

Remédios utilizados para o tratamento da sífilis:

  • Benzetacil
  • Bepeben
  • Clordox
  • Doxiciclina
  • Eritromicina

Sífilis tem cura?

A sífilis tem cura, mas depende da dedicação do infectado para realizar o tratamento conforme todas as orientações médicas. Durante o tratamento, recomenda-se não ter relações sexuais até a confirmação da cura.

As mulheres grávidas que necessitarem de tratamento contra sífilis merecem uma atenção especial. A gestante será tratada com penicilina e após o nascimento, o bebê também será tratado com antibióticos para garantia de sua saúde. A lactante pode ficar tranquila quanto à amamentação, pois não há relatos de contaminação via leite materno.

Todos os pacientes diagnosticados com sífilis devem informar ao médico caso tenham ou tiveram outras doenças como HIV, lúpus, brucelose, hanseníase, hepatites, leptospirose, malária, mononucleose, vício em drogas que podem gerar resultado falso positivo. Nesses casos, o especialista indicará exames mais específicos.

Prevenção

O modo mais eficaz de prevenção contra a sífilis é ter relação sexual sempre utilizando preservativo. Além de prevenir contra a sífilis, o preservativo auxilia na prevenção de todas as outras doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS que não tem cura.

Nesse aspecto, é importante conscientizar os jovens em início da vida sexual para a importância do preservativo. O diálogo é importante para esclarecer todas as dúvidas, já que a sífilis é uma doença extremamente contagiosa que pode levar a morte.

Em caso de dúvida, de desconfiança, converse com o seu médico e marque os exames o mais rápido possível. Por ser uma doença que não apresenta sintomas nos estágios iniciais e no último estágio apresenta sintomas graves, a sífilis deve ser diagnosticada o mais cedo possível. A prevenção e a conscientização continuam sendo a melhor forma de lutar contra a sífilis, que pode acometer gestantes, bebês e causar um grande mal-estar nessa fase da vida.



O Conteúdo Foi Útil? Deixe seu Voto!

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (82 votes, average: 4,51 out of 5)
Loading...