Ooforectomia – Cirurgia de Retirada dos Ovários. Indicações e Contraindicações

A ooforectomia é o nome dado ao procedimento cirúrgico que retira um ou dois ovários da mulheres. A cirurgia pode ser unilateral ou bilateral. No primeiro procedimento apenas um dos ovários é removido, enquanto na segunda eles são retirados de ambos os lados (direito e esquerdo).

Veja quando a ooforectomia é indicada, como acontece todo o procedimento e quais são as consequências positivas ou negativas na vida da mulher na pós cirurgia. Todas as informações você encontra aqui ao longo do artigo. Lembre-se que temos apenas a intenção de informar e não de fazer um auto-diagnóstico.

Função dos ovários

Antes de falar da remoção desse órgão, é preciso entender a função dos ovários, também conhecidos como gônadas. Eles fazem parte do sistema reprodutor feminino e possuem o tamanho aproximado de uma noz. Cada mulher possui um par de ovários que ficam distribuídos um em cada lado do corpo (direito e esquerdo), logo abaixo das trompas.

Eles tem uma função muito importante, produzindo hormônios, como a progesterona, o estrogênio e alguns outros. A produção desses hormônios é de extrema importância, porque está associados com diversos fatores do corpo feminino. Como uma pele e mucosa saudável, a fertilidade e manutenção da densidade óssea (que evita a osteoporose). É ele também que armazena os ovários, essenciais na reprodução.

Se eles são tão importantes, porque retirá-los?

Em muitos casos é preciso passar pela Ooforectomia por indicação médica. Mulheres que retiram os ovários apresentam um menor índice de câncer de mama. E aquelas que fazem a cirurgia bilateral, quando apresentam tumores, tendem a ser menores, sendo identificados apenas na tomografia e não no exame de toque.

Os ovários também desenvolvem tumores com muito mais facilidade do que os demais órgãos. Isso acontece devido aos ciclos menstruais. A cada mês ao ovular, a mulher forma um cisto, chamado de folículo, que está repleto de estrogênio e é onde o óvulo se desenvolve. Quando esse cisto é rompido, o ovulo é liberado para ser fecundado. Mas, muitas vezes esses folículos acabam não se rompendo e tem um crescimento maior que o normal. Eles podem chegar a centímetros de diâmetro e formam o que chamamos de tumores císticos foliculares.

Normalmente eles regridem sozinhos após um ou dois ciclos menstruais. Mas caso isso não ocorra, é preciso fazer uma ultrassonografia e ressonância magnética da pelve para que a paciente tenha um melhor diagnóstico de sua situação. Esses cistos costumam ser benignos, mas mesmo assim é preciso ter cuidado.

ooferectomia antes da menopausa

Outras vezes após a ovulação pode ocorrer que um vaso fique sangrando e forme cistos de corpo lúteo. Porém, assim como os tumores císticos foliculares, eles regridem após um ou dois ciclos menstruais. Nos dois casos, normalmente a paciente não precisa passar pela cirurgia.

Quando há um aumento exagerado dos ovários por causa dos cistos, pode haver torções no pedículo, que faz com que o sangue não chegue até ele e haja a falência dos ovários. O resultado é a perda dele e dor intensa na região.

Nos casos em que os cistos não regridem é aconselhada a cirurgia de remoção dos ovários, que pode acontecer em um ou ambos os lados do órgão. Pode também haver apenas a retirada dos cistos que se formaram através da remoção de parte dos ovários.

Em outros casos a ooforectomia é indicada para auxilio do câncer de mama. Isso porque após a remoção do oovário o corpo feminino cessa a produção de alguns hormônios que podem contribuir para o agravamento da situação da doença com a evolução do tumor. É recomendada também para endometriose, câncer de ovário e mulheres que possuem cistos com frequência.

Como Funciona a Ooforectomia

Na ooforectomia parcial há a retirada de apenas parte dos ovários, não afetando a fertilidade da mulher, mas é bastante comum que haja a falência do órgão. Já quando a cirurgia é bilateral, a mulher se torna infértil, semelhante a vasectomia.

Ao realizar o procedimento é preciso passar por alguns cuidados antes da cirurgia, veja:

  • Usar laxantes no pré-operatório;
  • Dieta líquida um dia antes do procedimento;
  • Jejum de 8 horas;
  • Além de seguir as instruções médicas recomendadas pelo cirurgião ou médico auxiliar;
  • Averiguar a necessidade de suspender algum medicamento para realizar a operação.

ooferectomia para que serve

Elas podem ser realizadas por ginecologistas ou até mesmo cirurgiões-gerais, desde que tenham se especializado. Em alguns casos, como o tumor maligno, é preciso que haja também um oncologista.

Nos casos mais graves é necessário um corte amplo na região do abdômen, chamada de laparotomia. Em casos menos graves ela pode ser feita através de um procedimento menos invasivo – a videolaparoscopia. Nesse segundo são feitos pequenos furos com 5mm a 10 mm que dissecam o tumor e recolhem a formação dentro de pequenas bolsas.

A ooforectomia deve acontecer em um ambiente especializado, com cirurgia e uma equipe preparada para atender em casos de imprevistos em que seja necessário o suporte médico.

Contraindicações

A falta de produção dos hormônios afeta diretamente as mulheres. principalmente aquelas que estiverem na sua fase fértil. A menstruação cessa instantaneamente, trazendo os desconforto da menopausa. A mulher poderá passar por calorões, insônia, alteração no metabolismo e peso, humor, cistites, atrofia genital, aumento do risco de osteoporose, etc.

O índice de mortalidade para mulheres que realizaram o procedimento antes dos 45 anos é bem maior. Quando feito em mulheres acima dessa idade, há a diminuição do risco de câncer de ovário e mama, aumentando a expectativa de vida.

Ao fazer a ooforectomia antes da menopausa, há uma maior chance de o cérebro desenvolver AVC e Alzheimer. Mas ainda é necessário maiores estudos para comprovar o fato. Porém quando a cirurgia é unilateral, o outro ovário compensa a atividade hormonal e mantém a fertilidade.

Os sintomas podem ser remediados com a reposição hormonal. Essa reposição auxilia também para diminuir a mortalidade no grupo de mulheres que passa pela ooforectomia antes dos 45 anos de idade.


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