Obesidade – Causas, Fatores de Risco, Tratamento, Remédios

A obesidade é uma doença crônica, considerada um problema de saúde pública de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Este “mal do século” é uma consequência de fatores, principalmente relacionados com o ritmo de vida moderno das grandes cidades . Os principais causadores da doença são o sedentarismo e má alimentação, mas outros fatores emocionais e condições corporais influem no aumento do índice de gordura corporal.

No dia Nacional de Prevenção da Obesidade,  esta foi considerada uma epidemia do século XXI. Em 2017 foi constatado pelo Ministério da Saúde  que a maioria da população brasileira tem sobrepeso e 18,9% dos indivíduos são obesos. O número cresceu em 60% nos últimos 10 anos.

Como saber se sou obeso – Cálculo do IMC

O diagnóstico da obesidade é feito por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Aqueles que tiverem resultados acima de 30 representam a obesidade de grau I. Já se for além de 35 a obesidade de grau II, também chamada de obesidade mórbida.

O sobrepeso é bem diferente da obesidade, uma vez que ainda não oferece riscos agressivos à saúde como por exemplo aumento da probabilidade de doenças cardíacas ou diabetes, por exemplo.  Quem está enquadrado no sobrepeso tem resultados de IMC entre 25 e 29,9 e devem ficar com o alerta, já que têm propensão ao desenvolvimento da doença, além  de também correr riscos para a saúde por conta do excesso de gordura corporal.

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Entenda como a obesidade é causada

São vários os fatores que contribui para o desenvolvimento da obesidade. No entanto, o acúmulo de gordura se justifica por dois hábitos individuais: o sedentarismo somado a má alimentação.

Acontece que quando se ingere muito mais calorias do que gasta, a glicose dos alimentos passa a ser armazenada no corpo na forma de tecido adiposo. Ao longo do tempo essas taxas crescem até criar a obesidade.

A vida da sociedade moderna ajuda muito a criar estas condições, uma vez que os processos são cada vez mais automatizados exigindo menos esforço físico e a alimentação é cada vez mais rica em carboidratos, açúcares e existem poucas opções além dos típicos industrializados e processados dos supermercados.

Consequências da obesidade

A obesidade em si  não é um problema, além das claras consequências para a autoimagem. Ela acaba por ser a precursora de uma série de outras doenças muito agressivas para o corpo. São elas:

  • Aumento da pressão arterial
  • Risco cardíaco
  • Artrite
  • Apnéia
  • Derrame
  • Doenças do coração
  • Colesterol Alto
  • Depressão
  • Diabetes tipo 2
  • Artrose
  • Pedra na vesícula
  • Tumores no intestino
  • Hipertensão
  • Criação de síndromes
  • Enfraquecimento do sistema imunológico
  • Desnutrição

Quem tem obesidade geralmente já está em um contexto de vida que não contribui para a saúde geral do organismo. Afinal, o sedentarismo e alimentação que não é rica em variedades de nutrientes faz com que o corpo não seja utilizado em sua totalidade, o que na prática pode trazer uma série de consequências físicas e psicológicas.

Fatores de risco

Alguns fatores são considerado de risco. As pessoas que são detentoras de algumas condições ou outras doenças ficam mais propensas ao desenvolvimento  da obesidade. São elas:

  • Diabetes Mellitus
  • Arterosclerose
  • Colesterol alto
  • Uso excessivo de bebida alcoólica
  • Idade mais elevada
  • Histórico familiar
  • Hipertensão
  • Tabagismo
  • Problemas no sistema linfático

Tratamento – Todas as possibilidades

Não existe tratamento rápido para a obesidade. Independente do caminho escolhido, são um processo que exige paciência para ver os efeitos na balança e espelho.

Quase todas as recomendações exigem a prática de atividades físicas, a não ser que o paciente tenha uma condição que não o permita esforço. Além disso o uso de termogênicos e aceleradores do metabolismo também são uma opção recorrente nas prescrições médicas.

A alimentação também precisa mudar, fazendo inclusão de nutrientes e reduzindo a quantidade calórica.

Nos primeiros meses e principalmente nas primeiras semanas de tratamento os efeitos psicológicos são intensos, podendo gerar ansiedade, depressão e alguns casos até surtos de estresse.

Remédios para obesidade

Para acelerar o processo podem ser recomendados medicamentos que contribuem de forma temporária para acelerar a perda de peso. Alguns deles são Fluoxetina, sibutramina, Saxenda, Prozac e uma série de outros antidepressivos e ansiolíticos.

O problema é que boa parte dos medicamentos receitados tem uma ampla lista de efeitos colaterais que incluem insônia, aumento da pressão, boca seca, intestino preso, nervosismo, dores de cabeça, sonolência e uma série de outros fatores.

Algumas medicações diferenciadas podem ser receitadas quando existem outros fatores relacionados ao caso de obesidade do paciente, como por exemplo  existem problemas no sistema linfático que impede a eliminação de substâncias.

Cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica tem sido uma opção cada vez mais recorrente entre quem tem obesidade mórbida e até de grau I. Ela consiste na redução do tamanho do estômago o que proporcionará perdas de peso rápidas e que quase nenhuma outra fórmula natural de emagrecimento conquista. O número deste tipo de procedimento aumento em níveis progressivos no Brasil na última década, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

No entanto, é claro que existe varias restrições e dificuldades. O procedimento não é recomendado para todos os casos. É preciso avaliar com um médico as melhores formas de tratar a obesidade antes de tomar qualquer decisão.

Confira aqui todos os detalhes da cirurgia bariátrica e entenda porque não é todo mundo que pode realizar este procedimento.

Obesidade infantil

A obesidade infantil é um dos tantos graus que ela apode se manifestar. Neste caso, como o metabolismo das crianças tende a ser mais acelerado, percebe-se que o principal fator causador da doença é a alimentação inadequada.

Segundo estudo da The Lancet a taxa global de obesidade em crianças aumentou drasticamente nos últimos 41 anos. Se não houver mudanças de hábitos ela alerta que a o Brasil pode atingir até 11,3 milhões de crianças com obesidade até 2025. O índice cresce ainda mais entre as meninas, cujo qual o aumento foi de 12% nas último quatro décadas.

Na voz dos especialistas que discutem o tema em fóruns o principal vilão para esta faixa etária é a alimentação muito rica em carboidratos, gordura e açúcar. Os industrializados e processados se tornaram formas mais práticas de adquirir energia, mas isso não quer dizer que são a melhor opção.

O tratamento adequado deve focar muito na alimentação para que os resultados sejam desejados. O problema é que nesta faixa etária, como a maturidade emocional é menor, as consequências do preconceito e até fisiológicas tem mais chances de perdurar.

Na maior parte dos casos os adolescentes ou pré-adolescentes obesos também precisam de acompanhamento psicológico para ajudar a vencer o medo do espelho.


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