Narcolepsia: o que é, sintomas, principais causas e muito mais.

Narcolepsia é o nome dado a um distúrbio neurológico, mais especificamente do sono, tendo como característica principal a sonolência excessiva durante o dia. Embora sentir sono durante o dia, principalmente após uma noite mal dormida, seja comum, a narcolepsia acontece mesmo para quem tem um sono com boa qualidade e com a quantidade adequada de horas.

Considerada rara, a narcolepsia afeta em torno de 2 a 18 pessoas a cada 10 mil habitantes no mundo inteiro e ainda é muito discutida pelos médicos. Entenda:

  • Sintomas;
  • Causas;
  • Diagnóstico;
  • Que médico procurar;
  • Tratamento.

Confira!

Sintomas da narcolepsia

Narcolepsia: o que é, sintomas, principais causas e muito mais.

De maneira direta, a narcolepsia envolve a sonolência do indivíduo nas mais diversas e corriqueiras situações, principalmente as monótonas. Essa sonolência excessiva durante o dia pode ocorrer, por exemplo, dirigindo o automóvel, dentro de um ônibus, no escritório, na própria casa, etc.

Como este é o sintoma inicial e presente em quase 100% dos casos, o problema faz com que a pessoa se obrigue a fazer pequenos cochilos, para que, após eles, ela se sinta descansada o suficiente, até que um novo ataque de sono inicie.

Outros sintomas ligados à narcolepsia são:

  • Cataplexia: nome dado a uma fraqueza muscular, que se dá em episódios temporários, súbitos e recorrentes, podendo fazer com que a pessoa sinta uma moleza (como no braço ou pescoço) ou acabe por provocar a queda ao solo, se for mais forte.

A cataplexia dura de segundos a, no máximo, dez minutos e, geralmente,é desencadeada por uma reação emocional exagerada, tal como raiva, estresse, medo, excitação ou riso.

Durante o ataque de cataplexia, a pessoa tem preservados seu nível de consciência, sua capacidade auditiva, sua compreensão e sua respiração.

  • Paralisia do sono: acontece na transição para o sono ou logo ao despertar, caracterizada pela incapacidade total do indivíduo em movimentar os membros ou falar, mesmo estando completamente acordado;
  • Fragmentação do sono – a pessoa desperta diversas vezes durante a noite, tem movimentação excessiva e o sono não é reparador;
  • Alucinações próximas ao horário de dormir ou ao acordar: são experiências de percepção de onírica vívida.

Vale ainda lembrar que a sonolência excessiva – principal sintoma da narcolepsia – também pode se expressar na variação do nível de atenção ou na incapacidade que o indivíduo tem em se manter em alerta.

Causas da Narcolepsia

Infelizmente, a narcolepsia não é compreendida pelos especialistas e, por isso, as causas não são conhecidas. Porém, para os neurologistas, essa doença pode ter origem genética, devido à alteração no equilíbrio que existe entre certos neurotransmissores do cérebro, que se responsabilizam pelo aparecimento do sono REM (Rapid Eye Movement, “movimento rápido dos olhos”, traduzindo-se ao português) – fase do sono em que se tem os sonhos mais vívidos.

Os processos inflamatórios também são apontados como fatores de risco para a narcolepsia, ou ainda quando a pessoa é exposta a alguma vacina, ativando seu sistema imunológico, que desenvolverá células de defesa contra um grupo específico de neurônios de uma região cerebral chamada de hipotálamo lateral.

Esses neurônios realizam a produção de uma substância denominada “hipocretina”, responsável pelo ato de despertar e pela estabilidade das fases do sono.

Se há queda de hipocretina, pela danificação dos neurônios, o indivíduo ficará suscetível a uma maior sonolência e à instabilidade do sono, especialmente no período REM.

Diagnóstico para Narcolepsia

Narcolepsia: o que é, sintomas, principais causas e muito mais.

A narcolepsia é considerada uma doença crônica, embora não seja classificada como grave – se levarmos em conta a sonolência excessiva e os sintomas de ataques de sono e a cataplexia, o risco de vida é direto, pois pode ocasionar acidentes, incapacitando o indivíduo em suas atividades e constrangendo-o tanto no âmbito pessoal, como no profissional.

O diagnóstico de narcolepsia costuma demorar, pois o sintoma de sonolência excessiva diurna é pouco específico.

Dessa maneira, é fundamental buscar a opinião de um neurologista. Ele analisará o histórico clínico do paciente, excluindo fatores que podem confundir o diagnóstico.

Para confirmar realmente a narcolepsia, são realizados dois exames principais:

  1. Teste de múltiplas latências do sono (que monitora o sono e determina a facilidade que um indivíduo tem para começar a dormir, em cinco horários diferentes ao longo do dia, além do surgimento precoce da fase do sono REM);
  2. Punção lombar com dosagem de hipocretina, sendo ainda pouco realizada, mas que pode facilitar a compreensão do que está acontecendo com o paciente.

Qual é o tratamento para Narcolepsia

Por não ter cura, a narcolepsia tem como tratamento principal manter os sintomas sob controle. Assim, o médico poderá recomendar o uso de estimulantes, a fim de combater a sonolência excessiva durante o dia, além da associação com antidepressivos, para evitar a cataplexia, as alucinações e a paralisia do sono.

O que se sugere, também, é que o paciente programe cochilos, tome medidas sociais, para que se faça adaptações dos horários de trabalho, evitando turnos rotativos, além de ter suporte psicológico.

Além disso, para combater o quadro de sonolência excessiva, recomenda-se a ingestão de bebidas alcoólicas ou outras substâncias que induzem o sono.

A narcolepsia precisa ser tratada para não impactar tão profundamente a vida social, profissional e afetiva, além de evitar que ocorram acidentes graves por conta da sonolência excessiva quando o paciente está trabalhando, dirigindo, cozinhando ou fazendo uso de máquinas pesadas, por exemplo.

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