Mastoidectomia – Pós operatório, Como é feita e detalhes da cirurgia

Mastoidectomia é como se chama um procedimento cirúrgico necessário para tratar sequelas de otite média crônica. A cirurgia é uma solução para os casos mais graves de infecção por conta do risco de se tomar antibióticos em altas doses.

Confira aqui como é feita em detalhes a cirurgia, indicações da mastoidectomia e tudo o que é preciso saber sobre o procedimento médico.

Indicações da Mastoidectomia

Pode-se dividir, de maneira didática, as infecções crônicas de ouvido em três grupos. São eles:

  • Otite Média Crônica Simples (OMCS): caracteriza-se pela perfuração na membrana do tímpano, provocada por infecção do ouvido médio ou ainda por uma perfuração traumática não cicatrizada,
  • Otite Média Crônica Supurativa (OMCSup): é a infecção crônica do ouvido médio, sendo que se difere da otite simples pela recorrência de infecções, com vazamentos mais repetitivos,
  • Otite Média Crônica Colesteatomatosa (OMCC): embora não seja considerada um tumor, esta infecção possui comportamento tumoral, caracterizada pelo crescimento de pele dentro do ouvido, onde não deveria existir.

Dentro dessa ideia sobre as infecções crônicas, é possível dizer que a mastoidectomia é uma cirurgia indicada para pessoas que sofrem com as infecções do tipo 2 e 3.

Como é feita?

mastoidectomia como é feitaA cirurgia da mastoidectomia também se divide em:

  • Mastoidectomia Simples
  • Timpanomastoidectomia
  • Mastoidectomia radical

Você pode conferir o passo a passo da mastoidectomia simples agora:

  1. A cirurgia pode ser realizada a partir de uma anestesia geral ou anestesia local e sedação, dependendo de cada caso,
  2. Inicia-se o procedimento, após a anestesia, com a incisão atrás da orelha – onde é possível expor o ouvido e a mastoide,
  3. Se faz uso de um microscópio cirúrgico e um micromotor com brocas, onde o micromotor tem o objetivo de limpar a doença que existe na mastoide (o osso atrás da orelha) e expor a cavidade do tímpano, este sendo o local em que estão localizados os pequenos ossos do ouvido (o martelo, a bigorna e o estribo).

Dependendo de como está a doença, é necessário limpar também toda esta região, retirar os pequenos ossos e fazer com que o ouvido e a mastoide tornem-se uma só cavidade. É claro que esse procedimento é feito em casos de colesteatomas ou infecção relevante – para isso, se dá o nome de mastoidectomia radical.

O procedimento da mastoidectomia é relativamente simples, mas ainda existe a timpanomastoidectomia, cirurgia feita quando a doença em si não está tão evoluída. Esta cirurgia diferencia-se pela busca de manter o mecanismo de audição, restaurando os ossinhos que estejam alterados.

Por estar sob efeito de anestesia, o procedimento não trará dor no momento.

Pós operatório e recuperação

Entretanto, por ser uma cirurgia, a mastoidectomia pode oferecer alguns riscos e complicações, como qualquer outro procedimento cirúrgico, afinal das contas:

  • Infecção: pode-se ter infecção no ouvido operado, com aspectos de secreção, inchaço e dor, além de poder manter a mesma infecção que existia antes da cirurgia.

A infecção também pode ocorrer – raro acontecer, mas cabe comentar – por alterações cicatriciais. O problema geralmente é tratado por medicamentos, porém outra cirurgia às vezes é necessária, dependendo da situação.

  • Perda auditiva: pode acontecer uma perda de audição do ouvido operado, risco este presente em qualquer cirurgia de ouvido.
  • Tonturas: isso vai variar de pessoa para pessoa, mas é algo incomum. Caso aconteça, a tontura tende a passar dentro de algumas semanas e pode ser controlada por medicações.
  • Zumbidos: surgimento é comum, em alguns casos há piora no quadro,
  • Paresia ou paralisia do nervo facial: complicação rara que se caracteriza pelo acometimento do nervo da facial durante a cirurgia (quando há exposição, anormalidade ou edema do nervo).
  • Distúrbio de paladar e boca seca: é comum de ocorrer, podendo sumir em questão de semanas,
  • Hematoma: também comum, basta utilizar curativos compressivos ou fazer uso de drenagem,
  • Fístula liquórica: em casos raros, ocorre o extravasamento do líquido que envolve o cérebro (líquor) para a cavidade do ouvido. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico, dependendo de cada caso,
  • Complicações intracranianas: outro risco raro, que pode ocasionar meningite, abscessos cerebrais e outros problemas intracranianos.

mastoidectomia pos operatório

Em geral, os cuidados pós-operatórios envolvem repouso de 7 a 10 dias (mastoidectomia radical pode ter um repouso um pouco maior, de 10 a 15 dias) – o médico pode estipular tempos diferenciados por conta do que foi achado na cirurgia e de como a pessoa estava sentindo, bem como evitar a realização de exercícios físicos. É importante também manter o ouvido protegido da água até que o médico libere!

O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza os procedimentos de mastoidectomia e mastoidectomia radical em todo o Brasil, sem custo para o paciente. Em clínicas particulares, uma cirurgia de média complexidade como esta tem custo variável por conta do próprio local de saúde, do médico e dos gastos que abraçam este procedimento.

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