Mamografia – O que é? Tipos de mamografia e como o exame é feito

Muitas mulheres temem ao ouvir falar de mamografia, porque esse exame está associado a coisas indesejadas. O fato é que a mamografia é indicada justamente para evitar que doenças, como o câncer de mama, sejam descobertas tarde, quando o tratamento se torna mais complicado.

Você sabe o que é mamografia? Sabe em que momento é preciso fazer ou como é feito, e sabe qual médico costuma pedir esse exame?

Leia a seguir as respostas para essas e outras perguntas comuns quando o assunto é mamografia.

O que é Mamografia?

É um exame feito pelo mamógrafo, um aparelho de raio-X, em que o paciente é posicionado e posteriormente, radiografado, o que vai resultar em imagens de alta qualidade que servirão de base para o estudo dos tecidos da mama. Assim, é possível ver em detalhes e saber se há ou não algum nódulo ou cisto.

A imagem possui uma alta qualidade para verificar minúsculos detalhes no tecido mamário, por isso é tão importante na luta contra o câncer de mama. Em um exame de mamografia digital, por exemplo, é possível verificar cada ponto da imagem com zoom para detectar qualquer sinal suspeito de cisto ou nódulos.

Existe mais de um tipo de mamografia?

Sim, são dois tipos feitos por mamógrafos diferentes. O convencional e o digital.

  • Convencional: feito com um filme processado após exposição da mama ao raio-X. Esse filme precisa de cuidados especiais no armazenamento, porque calor e umidade podem comprometer a imagem e o resultado final, o que leva a necessidade de um segundo exame.
  • Digital: transforma o raio-X em sinal elétrico e transmite para um computador.

Os resultados de ambos são confiáveis da mesma maneira, o que muda é que no resultado digital os riscos de perder a imagem por danos externos são menores. E o radiologista pode ajustar melhor a imagem para o que o médico precisar. O que reduz o risco de repetir o exame.

Quando começar a fazer mamografia?

Para todas as mulheres o indicado é que seja feito pelo menos uma mamografia por ano a partir dos 40 anos de idade.

Caso haja algum caso de câncer de mama na família, é preciso começar um pouco antes, cerca de dez anos antes da idade em que foi diagnosticado o câncer para parentes em primeiro grau, se a paciente é filha de uma mulher que descobriu o câncer de mama aos 43, é preciso começar os exames aos 33 anos. Antes dos 25 não é recomendável fazer o exame, pois a radiação pode ser mais danosa, o melhor nessa idade é usar aparelhos de ultrassonografia.

É muito importante que a cada exame feito, o anterior seja levado para o acompanhamento das imagens.

Como é feito o exame de mamografia?

O exame de mamografia não é um exame demorado, levando em média de 10 a 15 minutos para cada paciente. Com a paciente em pé, as mamas são comprimidas, superior e inferiormente por duas placas planas, de forma que todo o tecido mamário deva ser submetido as radiações. Como a peça de cima da roupa será retirada durante o exame, é sugerido à paciente que compareça ao exame com duas peças de roupa, para que somente a parte superior necessite ser retirada, além de não passar cremes ou talcos nas mamas e axilas. O exame também pode ser um pouco desconfortável, assim, deve-se tentar agendar o exame para depois do período menstrual, já que durante este a paciente pode referir maior dor durante a mamografia. Além disso, é muito importante levar consigo os exames anteriores, de preferência os três últimos, mesmo que sem alterações, para haver um comparativo da evolução dos exames.

Onde fazer a mamografia, e em quanto tempo fica pronto o resultado?

Em clinicas especializadas e em centros de diagnóstico por imagem. O SUS (Sistema Único de Saúde) também oferece o serviço, desde que seja solicitado por um médico.

O resultado pode variar de três dias até um mês, de acordo com o local onde foi realizado.

O que fazer no dia da mamografia?

  • O primeiro cuidado é com a marcação do exame, como as mamas são comprimidas, evite marcar para dias próximos a menstruação em que os seios podem estar mais doloridos.
  • É preciso despir a parte superior do corpo, então, use duas peças, evite vestidos ou macacões.
  • Se já fez alguma mamografia antes, leve o resultado anterior.
  • Avise se possui implantes mamários. Isso muda a forma como é feito o exame.
  • Se houver alguma parte da mama que a preocupa, avise ao técnico.
  • Em caso de gravidez ou suspeita avise também ao técnico, pois para a realização do exame será preciso um protetor abdominal.
  • Evite o uso de desodorantes na região da mama e axila, eles afetam os resultados.

Que médico pede a mamografia, e quando ela é indicada?

O médico ginecologista ou até mesmo o clinico geral pode pedir uma mamografia. As indicações mais comuns são para o rastreamento de possíveis sinais do câncer de mama, e começam a partir dos 35 anos de idade – sendo necessário repetir uma vez ao ano após os 40 anos.

A mamografia também serve para ajudar no diagnostico ou descartar um diagnóstico, em casos de queixas clinicas, dores, alterações na aparência da mama ou outras alterações encontradas em exames como ultrassonografia, por exemplo.

Homens também fazem mamografia, em um aparelho similar para as mesmas indicações, sem a necessidade da mesma periodicidade feminina, salvo em casos específicos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a incidência de câncer de mama em homens é de 1 para cada 100 mulheres.

Você sabe há quanto tempo existe o exame de mamografia?

Muitas pessoas acreditam que a mamografia é um exame novo, afinal, o combate ao câncer de mama, seu principal foco, só entrou mesmo na mídia há pouco tempo como um alerta. Mas o exame existe desde 1913, o primeiro exame de mamografia foi feito pelo cirurgião Albert Salomon, que em sua monografia defendeu a ideia da utilidade do exame, não exatamente como o conhecemos hoje.

Desde então, o exame evoluiu muito, em 1949 Raoul Leborgne começou a defender que era preciso se especializar melhor no exame, e com a melhoria das imagens, conseguiu separar o que seriam os cistos ou nódulos malignos e benignos. Em 1962, Robert L. Egan mostra os primeiros 53 casos de câncer mamário, detectados em 2000 mamografias. Em seguida, já em 1966 surge o primeiro mamógrafo – até então os exames eram feitos em aparelhos ‘adaptados’. A Mamografia digital foi a mais recente evolução desse processo, tendo início em 1998, com sua exportação direta ao computador para análise.

A mamografia digital, assim como outras modalidades do diagnóstico por imagem que utilizam imagens digitais, permite que a imagem seja armazenada e transmitida digitalmente, sem necessidade de arquivos para filmes. Utilizando o sistema PACS, a imagem pode ser enviada para médicos em diferentes lugares. As imagens também podem ser impressas em papel de alta qualidade.

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