Insuficiência Renal – Crônica e Aguda. Causas e Tratamentos comuns

Insuficiência renal é uma complicação de saúde, que envolve os rins e a perda de capacidade que eles têm em remover e equilibrar os fluídos do corpo. Como se sabe, esse par de órgãos possui várias responsabilidades, tais como filtrar o sangue, eliminar rejeitos e substâncias tóxicas.

Os rins ainda estão envolvidos em outros processos em nosso organismo, tais comoregulação da pressão sanguínea, produção de hemácias e equilíbrio de eletrólitos. Enfim, são extremamente importantes.

A insuficiência renal, portanto, é uma doença que deve ser conhecida e tratada. Entenda!

Tipos de insuficiência renal

Se não bastasse, a insuficiência renal é dividida em dois tipos:

  1. Insuficiência renal aguda;
  2. Insuficiência renal crônica.

Como elas se diferem:

A insuficiência renal aguda ocorre quando há a perda súbita da capacidade de funcionamento dos rins, enquanto que a insuficiência renal crônica é a perda lenta, isto é, que progride gradualmente com o passar do tempo.

As causas de ambos os tipos também são distintas. No caso da insuficiência renal aguda, é entendido que pessoas gravemente doentes e que estão em cuidados intensivos são as que mais possuem riscos de desenvolver esse problema.

Um exemplo é quando uma pessoa está internada no hospital por causa de outra condição – a insuficiência renal pode se desenvolver em questão de horas ou dias.

insuficiência renal aguda e crônica

É claro que a insuficiência renal aguda pode também ser causada por certas condições, como:

  • Bloqueio nos ureteres;
  • Dano direito aos rins;
  • Diminuição do fluxo sanguíneo para os rins;
  • Utilização de certos medicamentos.

Já a insuficiência renal crônica acontece quando uma outra doença ou condição de saúde prejudica a função dos rins, provocando algum dano a eles – e que, ao longo do tempo (meses ou anos), só irá piorar a situação. São exemplos de fatores:

  • Diabetes tipo 1;
  • Diabetes tipos 2;
  • Doença do rim policístico;
  • Doenças autoimunes;
  • Hipertensão arterial;
  • Inflamação dos glomérulos (unidades funcionais dos rins);
  • Lesão ou trauma aos rins;
  • Nefrite intersticial;
  • Nefropatia de refluxo;
  • Obstrução prolongada do trato urinário;
  • Pielonefrite;
  • Problemas nas artérias dos rins;
  • Uso de certas substâncias químicas tóxicas;
  • Uso excessivo de analgésicos ou outros medicamentos.

Outras doenças congênitas (além do rim policístico) podem também afetar os rins.

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Sintomas da insuficiência renal

Normalmente, a insuficiência renal do tipo aguda pode não apresentar sinais ou sintomas, podendo ser descoberta graças a exames de laboratórios prescritos para investigar outros problemas de saúde.

Em outros casos, alguns sintomas podem estar presentes. São eles:

  • Confusão;
  • Diminuição da produção de urina;
  • Dor ou pressão no peito;
  • Fadiga;
  • Falta de ar;
  • Falta de fome;
  • Inchaço nas pernas, nos tornozelos ou nos pés;
  • Náuseas e vômitos;
  • Retenção de líquidos;
  • Sonolência;
  • Convulsões ou coma, em quadros graves.

O mesmo acontece com a insuficiência renal crônica, em especial nos primeiros estágios – a grande maioria das pessoas pode não reclamar de qualquer sintoma, porém a perda de função dos rins está acontecendo e, quando se descobre a doença, os rins já estão completamente comprometidos.

Os sintomas, nesse caso, incluem:

  • Coceira generalizada;
  • Dor de cabeça;
  • Fadiga;
  • Mal estar geral
  • Náuseas;
  • Pele seca;
  • Perda de apetite;
  • Perda de peso.

Quando o quadro de insuficiência renal crônica piorar, outros sinais e sintomas podem surgir, tais como:

  • Amenorreia (interrupção do período menstrual);
  • Baixo nível de interesse sexual;
  • Confusão;
  • Dificuldade de concentração e raciocínio;
  • Distúrbios do sono;
  • Dor óssea;
  • Dormência em mãos, pés e outras áreas;
  • Espasmos musculares ou cãibras;
  • Fácil aparição de hematomas, sangue nas fezes ou hemorragia;
  • Impotência sexual;
  • Inchaço de mãos e pernas (edema);
  • Mau hálito;
  • Pele clara ou escura, de maneira anormal;
  • Sede em excesso;
  • Soluções frequentes;
  • Sonolência;
  • Vômitos, em grande parte pela manhã.

A insuficiência renal é uma doença séria e não pode ser negligenciada.

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Tratamento mais indicado

O diagnóstico de insuficiência renal acontece por meio da realização de determinados exames, tais como exames de sangue, exames de urina, exames de imagem (ultrassom e tomografia computadorizada), medições da produção de urina e, também, biópsia do rim (remoção de uma amostra de tecido deste órgão).

É importante que o médico inicie um tratamento com foco naquilo que está provocando a insuficiência renal, especialmente quando se trata do tipo agudo.

Em ambos os casos, é claro, mudanças na rotina, nos hábitos diários e alimentares também são essenciais para garantir melhor qualidade de vida, juntamente a qualquer outra recomendação médica.

São exemplo de dicas para tratar a insuficiência renal:

  1. Não fumar;
  2. Alimentar-se corretamente, sendo que a dieta deve ser com pouca gordura e pouco colesterol;
  3. Praticar exercícios leves e moderados regularmente;
  4. Fazer uso de quaisquer medicamentos que o médico prescrever, sem interromper, diminuir ou aumentar a dose sem permissão;
  5. Manter a glicemia sob controle;
  6. Limitar a ingestão de líquidos;
  7. Evitar consumir proteínas em excesso;
  8. Reduzir o consumo de sal, de potássio e de outros eletrólitos.

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Quando a insuficiência renal é muito grave e há casos de pericardite (inflamação do coração) ou ainda quando os níveis de potássio estão perigosamente altos, será necessário fazer um procedimento chamado diálise –que realiza o desvio de sangue para do corpo por meio de uma máquina que filtra os resíduos, limpando-o e devolvendo-o ao corpo.

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