Histeroscopia – Para que serve? Diagnosticada e Biópsia. Entenda como é feita

Histeroscopia é a denominação de um procedimento que pode ser tanto diagnóstico como cirúrgico, dependendo da finalidade. Dessa maneira, esse exame examina o interior da cavidade uterina e do canal do colo uterino, por uma endoscopia ginecológica.

Saiba mais sobre a histeroscopia:

  • Como é feita;
  • Para que ela serve;

E outras informações relevantes!

Histeroscopia – Como é feita?

A histeroscopia, como dito, é um exame que permite a visualização da cavidade uterina por meio da endoscopia ginecológica, além de também observar o canal cervical e a vagina.

Quando diagnóstica, a histeroscopia pode ser realizada no ambulatório (em consultório) e tem como finalidade apenas a visualização interna do útero, de modo que, se for encontrado alguma alteração, será necessário agendar uma histeroscopia cirúrgica para o tratamento do problema.

Nesse caso, a histeroscopia cirúrgica é um procedimento simples, mas que necessita de anestesia (ou geral ou raquidiana) – a escolha do tipo de anestesia é do cirurgião, levando-se em conta sua experiência e o tipo de cirurgia a ser realizada. Atualmente, no entanto, surgiram novos aparelhos com menores dimensões, o que pode evitar a necessidade de anestesia ou bloco operatório.

hiteroscopia como funciona

Veja só como é feita a histeroscopia:

  1. A mulher precisa se deitar e se colocar em posição ginecológica, isto é, de costas, com as pernas flexionadas e afastadas;
  2. O colo uterino da mulher é dilatado, com o auxílio de um instrumento conhecido como vela de Hegar – a dilatação fará com que o histeroscópio tenha sua passagem permitida para dentro do útero;
  3. A partir daí, o cirurgião pode realizar o procedimento necessário.

Se a mulher foi submetida somente a anestesia raquidiana, ela tem a possibilidade de acompanhar o seu exame em tempo real, pois a câmera acoplada no histeroscópio transmite as imagens até um monitor de TV.

  1. Após, a mulher acorda da anestesia e fica em observação por um determinado período de tempo. Por não exigir cortes ou incisões, a mulher pode receber alta, se não sentir qualquer desconforto.

A internação no hospital é de, no máximo, 24 horas.

É importante que a histeroscopia não seja feita durante o período menstrual, pois o sangue presente no interior da cavidade uterina pode impossibilitar a visualização correta.

Uma pergunta muito comum em relação à histeroscopia é se há alguma dor ou desconforto durante e após o exame. Na realidade, enquanto que a histeroscopia é feita, a mulher não sentirá nada, afinal ela estará sob efeito de anestesia.

Na pós-cirurgia, a mulher pode acabar sentindo uma dor semelhante à cólica menstrual nos primeiros dias, podendo acontecer uma perda de sangue – isso se prolonga por 3 semanas ou até a próxima menstruação.

histeroscopia para que serve biópsia

Indicações da Histeroscopia

A histeroscopia é indicada, primeiramente, para examinar a cavidade uterina, para observar qualquer desordem dos ciclos menstruais e de fertilidade (fator uterino e fator cervical), além de ser um acesso direto para determinadas cirurgias, tais como a intrauterina.

De maneira geral, pode-se destacar que a histeroscopia é determinante para os seguintes procedimentos:

  • Avaliação da cavidade uterina previamente à inserção de dispositivo intrauterino (DIU);
  • Avaliação de metrorragias em geral;
  • Avaliação e diagnóstico de malformações uterinas;
  • Diagnóstico diferencial de patologia intracavitária suspeita por qualquer outra técnica;
  • Diagnóstico e controle das hiperplasias endometriais;
  • Diagnóstico e controle de doenças do trofoblasto;
  • Diagnóstico e fatores prognósticos do carcinoma de endométrio e endocolo;
  • Indicação e controle de cirurgias uterinas;
  • Localização de corpos estranhos;
  • Localização de restos de placenta e pós-aborto;
  • Pesquisa de fatores etiológicos de amenorreia de causa uterina;
  • Pólipos endocervicais.

Mas, não é somente isso! O procedimento também é indicado para a visualização da trompa, bem como a realização de esterilização (substitui a laqueadura das trompas).

É importante afirmar que a presença de infecção genital é uma contraindicação para a realização da histeroscopia, pois pode ocorrer o agravamento da situação. Outro ponto que desfavorece a histeroscopia é em quem possui perda hemática, além da suspeita de gravidez ou mesmo a existência de gestação.

Riscos e complicações

histeroscopia diagnosticaAs complicações da histeroscopia são poucas, principalmente quando se respeita a técnica indicada e os materiais a serem utilizados, bem como quaisquer medicações e monitoramento. O conjunto de cuidados é imprescindível para que a histeroscopia seja bem executada, sem agravos.

Porém, muitas mulheres podem acabar sofrendo com alguma complicação durante a histeroscopia. Um exemplo, a perfuração uterina durante a dilatação do canal cervical, durante a penetração do histeroscópio ou ainda quando está sendo feito o procedimento necessário. Nesse caso, interrompe-se o procedimento, para evitar quaisquer riscos a lesão aos órgãos abdominais e pela maior absorção do meio de distensão que acontece.

Ainda, é possível de acontecer casos de:

  • Lesão de órgãos adjacentes, tais como a bexiga ou as alças intestinais;
  • Falso trajeto no colo uterino ou no útero;
  • Dificuldade para dilatação do colo uterino (isso acontece em pacientes na pós-menopausa);
  • Reações alérgicas de menor ou mais intensidade (choque anafilático).

A hemorragia pode ocorrer quando há penetração profunda no miométrio, mas pode ser controlada por meio da cauterização direta dos vasos ou pela obstrução da cavidade uterina.

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