Epilepsia

A epilepsia é uma doença que se caracteriza por promover uma mudança temporária e reversível do funcionamento cerebral, sendo que essa alteração nunca ocorre por distúrbios metabólicos, uso de drogas e febre.

Por um curto período, às vezes segundos ou minutos, o cérebro emite sinais incorretos que resultam na perda momentânea da consciência, fazendo com que o corpo realize movimentos involuntários.

Trata-se de uma doença não contagiosa e que pode ocorrer em somente uma parte do cérebro ou então nele inteiro, o que acaba por gerar sintomas pouco ou mais expressivos.

Sintomas da epilepsia

  • Crises e momentos de ausência, gerando perda de consciência por instantes;
  • Sensação de distorção da percepção ou que não se tem controle sobre os movimentos de parte do corpo;
  • Distorção da realidade, vendo situações ou ouvindo frases de forma diferente;
  • Rigidez e contração do corpo, inclusive convulsão;
  • Confusão e déficit de memória, especialmente após uma crise.

Causas da epilepsia

A causa da doença ainda é desconhecida, no entanto esse é um problema de saúde que pode estar associado a ferimentos na cabeça, inclusive a traumas sofridos no momento do parto.

Outros casos que podem levar ao desenvolvimento da epilepsia é o abuso de drogas e álcool, bem como tumores na cabeça e demais doenças associadas ao cérebro/neurológicas.

Diagnóstico da epilepsia

Esta é uma doença bastante comum. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 1% da população mundial sofre com a epilepsia. Duas em cada 100 pessoas são epiléticas.

A confirmação da doença é feita somente por um médico especialista, o neurologista. Para efetuar o diagnóstico, o profissional solicita exames como o eletroencefalograma.

Além disso, o médico também considera o histórico do paciente, se há epiléticos na família e também se ele já passou por crises. Este é um fator importante, porque algumas vezes o exame não entrega um resultado 100% assertivo.

Caso o paciente não se lembre de ter vivenciado crises de epilepsia, o que é muito comum, o relato de pessoas próximas e testemunhas é importante e ajuda a diagnosticar a doença.

Como agir durante crises de epilepsia

  • Acomode a pessoa de forma confortável, afrouxe suas roupas e coloque sua cabeça de lado sobre algo macio, como uma almofada ou travesseiro;
  • Se possível, coloque um pedaço de pano entre os dentes da pessoa, para evitar que fique com machucados na boca;
  • Levante o queixo da pessoa, o que ajuda a obter uma melhor passagem de ar e não bloqueia sua respiração;
  • Não segure a pessoa, mesmo em momentos de convulsão, para evitar que se machuque;
  • Depois da crise, deixe a pessoa descansar, se acalmar e ter noção do espaço ao seu redor. Em seguida, encaminhe-a para sua casa ou ligue para um familiar para acompanhá-lo.

Tratamento para epilepsia

O tratamento de pacientes epiléticos é feito com medicamentos que têm como função evitar a alteração do funcionamento cerebral que dá origem aos momentos de crise e sintomas. Entre os principais estão o Rivotril e Clonazepam.

Além do medicamento, também é feito um acompanhamento médico contínuo e frequente, para verificar se houve um desenvolvimento da doença e se há a necessidade de ajustar os medicamentos, seja na dose ou uso de um novo remédio. Durante o tratamento, o paciente deve realizar uma dieta especial, rica em lipídios. Em casos especiais, uma cirurgia pode ser indicada pelo médico, somente como último recurso.

É comum que o especialista recomende ao paciente que faça um pequeno diário com sintomas e o que vivência no período de pré, durante e pós-crise, o que ajuda a identificar os fatores que a desencadeiam, podendo combatê-los com maior eficácia.

Curiosamente, o tratamento para epilepsia tende a ser longo. Existem casos em que o uso de remédios e acompanhamento por um especialista é feito durante anos, porém frequentemente se obtém sucesso e total controle da doença.

Prevenção da epilepsia

A melhor forma de prevenção da epilepsia é evitar situações estressantes e de ansiedade, dormir melhor e se alimentar bem. Ademais, evite o consumo de drogas e álcool, que costumam desencadear a doença.

Não se automedique

Um fator importante é que o paciente não se automedique em hipótese alguma. Sempre consulte um médico e solicite a indicação de um tratamento ou medicamento que seja mais adequado ao seu caso.

A automedicação pode mascarar temporariamente o problema, mas não o curar. Além disso, existe a possibilidade de tomar um remédio que comprometa ainda mais a saúde. Por isso, ao notar os sintomas da epilepsia o primeiro passo é sempre procurar um especialista.

 



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