Distimia: o que é? Sintomas e cuidados.

Distimia é um subtipo crônico da depressão, sendo conhecido também como Transtorno Depressivo Persistente. Essa doença pode afetar a qualidade de vida da pessoa e daquelas que estão ao seu redor, pois, basicamente, reflete a ideia de que “nada está bom”, isto é, que não há como ser feliz.

A própria palavra distimia vem do grego e procura designar a alma, o espírito que está em mau funcionamento.

Conheça mais sobre a doença:

  • Causas;
  • Sintomas;
  • Diagnóstico;
  • Tratamento e prevenção.

Por que ocorre a distimia?

Distimia: o que é? Sintomas e cuidados.

A distimia, embora seja um tipo de depressão crônica, de moderada intensidade,difere-se da depressão em si por não se instalar de repente, ou seja, não há uma mudança brusca no paciente.

As causas da distimia ainda não são totalmente possíveis de serem identificadas, assim como em outros tipos de depressão, mas acredita-se que uma mistura de fatores biológicos e ambientais seja responsável por esses transtornos.

Desequilíbrio químico e diferenças estruturais no cérebro

Certas diferenças anatômicas cerebrais podem ser visualizadas em pessoas que sofrem com a distimia, embora não exista compreensão sobre tal configuração.

Como se não bastasse, outra distinção é o desequilíbrio químico presente em um cérebro depressivo, em que há diminuição nos níveis (ou mesmo a falta) dos neurotransmissores que se responsabilizam pelo bem-estar e vários benefícios ao indivíduo, como a serotonina e noradrenalina.

Histórico familiar

Há carga genética associada aos quadros depressivos, pois percebe-se que a distimia é mais comum em pessoas cujas famílias já possuam histórico de depressão.

Experiências traumáticas/ruins

A doença e os outros tipos de depressão podem ter causa psicológica, afinal um gatilho muito comum está relacionado a alguma experiência ruim que a pessoa passou, tal como a perda de uma pessoa querida, altos níveis de estresse, histórico de abusos, entre outros.

Outras causas que podem ocasionara distimia são condições médicas, como o caso do diabetes e de doenças cardiovasculares. Lesões cerebrais, também, podem causar problemas de funcionamento dos neurotransmissores e provocar desequilíbrio químico.

Sintomas da distimia

A distimia tem como principal sintoma a irritabilidade, ou seja, a pessoa com esse tipo de depressão apresenta um mau humor constante – o que faz com que ela seja de difícil relacionamento.

Além disso, a distimia mantém o indivíduo predominantemente mais triste e desanimado, sem qualquer vontade de agir. No ambiente profissional, as pessoas com distimia podem ser vistas como irritadiças, resmungonas e pouco sociáveis.

Veja só quais são os sintomas que se destacam em um quadro de distimia:

  • Ansiedade;
  • Baixa autoestima;
  • Culpa e frustração;
  • Dificuldade de sentir prazer;
  • Elevado senso de autocrítica;
  • Intolerância;
  • Irritabilidade;
  • Mau humor crônico;
  • Sintomas depressivos de intensidade moderada e duração mais longa;
  • Vazio interior.

A distimia traz como consequências alguns sintomas físicos e doenças que acompanham o quadro principal, tais como:

  • Abuso de substâncias;
  • Distúrbios psicológicos: ansiedade, síndrome do pânico, fobias, entre outros, são corriqueiros;
  • Distúrbios alimentares: excesso ou falta de apetite – dependendo do caso, pode evoluir para sobrepeso e obesidade;
  • Distúrbios do sono: insônia e sonolência diurna, bem como fadiga física e mental;
  • Distúrbios gastrointestinais: síndrome do intestino irritável, por exemplo. Ainda, é possível apresentar obstipação e diarreia;
  • Dores: dores de cabeça e musculares são bem comuns;
  • Queixas intelectuais: desatenção, esquecimento e falta de criatividade, por exemplo.

Pessoas na terceira idade também podem ser acometidas com distimia – preste atenção aos sintomas e não os atribua somente como “queixas de idosos”. Aliás, crianças e adolescentes também podem ter distimia, sendo que, às vezes, esse problema pode estar escondido no baixo rendimento escolar, no comportamento antissocial e no temperamento agressivo sem controle.

A procura por ajuda é o primeiro passo para tentar mudar esse difícil panorama que as pessoas com distimia têm da vida como um todo.

Como saber se tenho distimia? Qual é o tratamento?

Distimia: o que é? Sintomas e cuidados.

O diagnóstico da distimia é totalmente clínico, ou seja, o médico deverá analisar a história clínica do paciente, considerando a manifestação dos sintomas por, pelo menos, dois anos consecutivos. O reconhecimento do problema é essencial, mas poucas pessoas recebem o diagnóstico em um prazo aceitável, sendo que grande parte do problema está na desinformação.

Caso exista um diagnóstico positivo de distimia, o tratamento deve ser realizado conforme as orientações do profissional de saúde, que estarão pautadas em 3 vias principais:

  • Medicamentosa: é o uso de antidepressivos, que terão a responsabilidade de ajustar quimicamente o seu cérebro, atenuando os sintomas da distimia;
  • Psicoterapia: acompanhamento psicoterapêutico é uma medida essencial para desenvolver aspectos psíquicos para lidar com o problema, compreender-se melhor e lidar com as emoções;
  • Estilo de vida: algumas mudanças em seu modo de viver podem garantir boas melhoras contra a distimia, como manter uma alimentação equilibrada, praticar alguma atividade física, ter uma rotina adequada de sono e outras atitudes.

O apoio familiar e o seu próprio engajamento garantirão a eficácia do tratamento. Mas, vale lembrar: o trabalho de melhora é contínuo. A depressão é tida como uma doença, que vai degenerando a capacidade intelectual de seu portador, por isso é um tratamento para toda a vida.

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