Diabete Gestacional – Sintomas, Taxa de Referência. O que comer?

A diabete gestacional é uma doença que se desenvolve durante a gravidez por conta da elevação do índice glicêmico no sangue. A condição costuma se normalizar após o parto, mas durante a gestação merece cuidados específicos para não trazer danos à saúde da mãe e do bebê.

As mulheres que já possuem algum tipo de diabete (já explicamos sobre cada um dos tipos de diabetes aqui) antes da gravidez também podem adquirir a chamada diabete gestacional. A diferença é que nestes casos, a condição de saúde permanece mesmo depois do nascimento do bebê.

diabetes gestacional tratamento

O que causa a diabetes gestacional

A diabete surge quando o corpo não consegue produzir quantidade de insulina o suficiente para controlar o nível de açúcar no sangue. Este hormônio produzido pelo pâncreas é a única substância disponível para regularização da fonte energética.

Quando se está grávida o organismo passa a produzir mais insulina para conseguir atender as necessidades do bebê.

Isso acontece a partir da metade da gestação, em média. Para algumas mães, o corpo não consegue suprir a necessidade e a consequência é o desenvolvimento da diabete gestacional.

Como identificar?

Em consultas iniciais de pré-natal a mulher será submetida ao exame de sangue, neste será realizada medição de glicemia de jejum.

Se for considerado pelo médico que o resultado está alterado é possível pedir novo exame. O teste da tolerância para glicose, neste é necessário ingerir um líquido doce e, uma hora posteriormente, colher o sangue à dosagem de glicemia.

Na situação do resultado inicial se mostrar normal, o obstetra vai determinar que o risco de apresentar diabete gestacional se caracteriza mais elevado, ele pode fazer o pedido de exame novo da glicemia de jejum pela segunda metade da gestação.

Resultado do exame de curva glicêmica

O exame de glicose é solicitado 3 vezes durante a gravidez. O primeiro é feito a partir da 20ª semana. Para que dê diabetes positivo o resultado da glicemia em jejum NÃO deve ultrapassar os 85 mg/dL.

positivo para diabetes gestacional

Quais os sintomas da diabetes Gestacional

Os sintomas da diabetes gestacional são silenciosos, uma característica da doença. Muitas vezes eles podem ser confundidos com alterações comuns da própria gravidez.

Os médicos recomendam que as gestantes fiquem atentas se houver um dos sintomas característicos da diabetes gestacionais, entre quais estão:

  • o excesso de fome
  • a sede excessiva
  • o ganho exagerado de peso
  • o aumento da vontade de urinar
  • o cansaço estremo
  • o inchaço nas pernas e nos pés
  • a visão turva
  • a sensação de tontura frequente
  • a candidíase
  • a infecção urinária frequente

Não é possível fazer o diagnóstico da diabetes durante a gestação sem um exame clínico, já que os sintomas coincidem – e muito- com alterações corporais comuns da gravidez. Há a possibilidade de aparecer outros sintomas da diabetes.

Continuarei tendo diabetes depois do bebê nascer?

A mulher que desenvolve diabetes gestacional dificilmente mantém o quadro das taxas de açúcar alterados após o nascimento do bebê. Durante as primeiras semanas no pós-parto pode aumentar o nível glicêmicos, mas a tendência é que se regularize aos poucos.

As consequências acabam ficando por conta da gestação complicada, como o ganho de peso excessivo, desenvolvimento de estrias, celulite e a possibilidade de desenvolvimento de algumas doenças como a anemia.

Riscos da diabete durante a gravidez

O problema principal com excesso de açúcar no sangue é que ele faz a travessia da placenta e atinge o bebê, o que pode ser responsável por acelerar o crescimento da criança.

O bebê bastante grande pode gerar dificuldades para parto e dificulta o procedimento da cesariana.

Os bebês cujo as mães tiveram diabetes gestacional têm mais chances de apresentar icterícia e hipoglicemia depois do parto e a ter os problemas respiratórios. Pode também aumentar muito o volume do líquido amniótico.

Existem pesquisadores que consideram que os bebês ficam mais vulneráveis ao ganho de peso durante a infância e adolescência. Ao tornarem-se adultos, também possuem risco de desenvolvimento de algum tipo de diabetes.

As mães que já tinham diabetes antes da gestação também oferece mais riscos de problemas para o bebê. Em especial, se não estava sendo controlada a diabetes pré-gestacional.

Para as diabéticas que já tinham a condição antes da gestação, existe um maior risco de o bebê ter problemas em relação à saúde, em especial se não estava sendo controlada a diabete pré-gestacional.

Pode ocorrer de a mulher apenas tomar conhecimento que é diabética em exames de pré-natal. Este se resume um dos motivos à recomendação de submissão das mulheres ao exame novo da glicemia de jejum, em torno de um mês e meio após o parto.

Quem tem maior risco de desenvolver

Algumas mulheres, quando ficam grávidas, estão mais propensas ao desenvolvimento de diabetes gestacional. Por exemplo aquelas que:

  • Já tiveram bebês grandes
  • Tem IMC superior a 30
  • Tem parente de primeiro grau diagnosticado com diabetes ou dependente de insulina

No vídeo abaixo o Dr. Drauzio Varella elucida várias dúvidas relacionadas ao desenvolvimento da diabetes durante a gestação:

Diabetes Gestacional – Tratamento

A ginecologista ou obstetrícia deverá realizar a orientarão de como controlar o nível de açúcar no sangue. Para cada mãe podem surgir especificidades de tratamento que somente um médico poderá recomendar.

Algumas ações são recomendadas para todas as que obtiverem o diagnóstico como:

  • Evitar alimentos doces
  • Evitar bebidas contendo cafeína ou
  • Manter uma dieta equilibrada

Para determinadas mulheres, se for considerada grave a diabete gestacional e não houver resposta somente para controle por alimentação e por atividades físicas, os médicos podem fazer prescrição de injeções de insulina. A plicação de injeção pode ser feita sozinha em casa.

Necessitando ou não da insulina, terá acompanhamento com maior frequência da gravidez, com mais ultra-sons realizados para verificação do desenvolvimento do bebê e verificação do volume de líquido amniótico.

O que comer ?

Uma das principais formas de tratamento da condição é manter uma dieta equilibrada até pelo menos 6 meses após o nascimento do bebê. São indicados alimentos com baixo índice glicêmico, frutas com casca ou diminuir a quantidade de açúcar e carboidratos.

São restritos o consumo de café, sucos industrializados, manteiga, chocolates, refrigerante e todo alimento excessivamente processado ou com alto nível de açúcar.

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