Cirurgia de mudança de sexo (Redesignação Sexual ): como é o procedimento?

A cirurgia de troca de sexo existe no mundo desde aproximadamente o ano de 1910, um dos primeiros casos que se há registro desse procedimento é com Lili Elbe, que na verdade era Einar Wegenar, um homem que não se identificava com seu gênero. Após cinco procedimentos na Alemanha, Lili finalmente teve o corpo feminino que sempre desejou, sua história foi reproduzida no filme ganhador de Oscar, A Garota Dinamarquesa.

Hoje o processo já se tornou mais comum em todo o mundo, aqui no Brasil ele é feito de maneira gratuita pelo SUS, porém o processo é demorado, desde ficar na fila para o processo até todo o tratamento inicial. Quando feita em clínicas particulares, o procedimento é considerado caríssima e tem preço superior a 30 mil reais.

O nome correto desse procedimento é de Redesignação Sexual, isso porque não é somente uma troca de sexo e sim um processo que começa na mente do paciente, onde a pessoa não “aceita” o sexo que nasceu, onde seu cérebro se reconhece como o sexo oposto, usando assim a cirurgia de Redesignação Sexual para ter o gênero desejado.

Como funciona a cirurgia de mudança de sexo?

A cirurgia de mudança de sexo é muito mais complexa do que se imagina. O procedimento além de doloroso, demorado e muito brusco, precisa também de acompanhamento psicológico previamente e posteriormente.

Você precisa ter no mínimo 21 anos aqui no Brasil, esperar a sua vez na fila do SUS e então enfrentar 24 meses de acompanhamento médico até a finalização da cirurgia efetivamente.

Veja abaixo como é o procedimento das trocas existentes.

Homem para mulher

Todo o material do pênis é utilizado para construir a futura vagina.

Primeiro o paciente recebe a anestesia geral, depois é feita uma incisão em torno de todo o saco escrotal e do pênis. É preciso cuidado redobrado para não atingir o aparelho urinário, que é adaptado para o novo corpo feminino. Esse corte irá se transformar posteriormente em uma vagina com profundidade de 12 até 15 cm.

O testículo é retirado, desse modo se evita a produção de hormônios masculinos. O tecido cavernoso do pênis também é eliminado, só sobra a glande, que ficará presa por um pequeno tecido nervoso, que é responsável pela ereção.

A pele do pênis irá cobrir o canal vaginal, o que dá a sensibilidade necessária na região. O que era antes a glande agora de torna quase um clitóris, é desse modo que se atinge o orgasmo.

O que antes era o prepúcio e o escroto, agora são lábios vaginaias.

Após a cirurgia, para que o buraco formado não se feche, é necessário utilizar uma alargadora ou fazer sexo com penetração frequentemente pelo tempo mínimo de 20 minutos.

Mulher para homem

Procedimento bem mais raro e complicado do que o explicado anteriormente, essa troca de sexo é feita principalmente com base na inserção de hormônio no organismo para o crescimento do clitóris.

A paciente precisa tomar cerca de 200 mg de testosterona diariamente. Após algum tempo, os primeiros sinais irão aparecer, que incluem a falta de menstruação, a voz mais grave, o desenvolvimento da massa muscular, calvície em alguns dos casos, aumento dos pelos corporais.

Mas o mais importante é o crescimento do clitóris, que com a mesma origem embrionária que a do pênis, começa a ganhar forma com a inserção de hormônios.

Quando esse órgão atinge o mínimo de 6 centímetros, ele é descolado da região, desse modo ganha independência em seus movimentos. A uretra fica maior pelo tecido que é extraído da vagina.

A formação dos testículos são feitas com o tecido dos grandes lábios vaginais, que vão ser envolvidos por duas próteses esféricas de silicone.

O pênis, ou como é comumente conhecido “neopênis” é minúsculo e não é muito usado para a penetração.


O Conteúdo Foi Útil? Deixe seu Voto!

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (No Ratings Yet)
Loading...

Leave a Reply