Autismo: Entenda Mais Aqui Sobre Essa Condição

O autismo é uma condição geral desenvolvida inicialmente em crianças antes, durante ou após o nascimento. Envolve dificuldade de se comunicar com outras pessoas e o hábito de comportamentos repetitivos.

Pessoas com autismo geralmente têm dificuldade de coordenação motora e atenção; alguns problemas de saúde físicos como, sono e gastrintestinais; podem apresentar déficit de atenção, hiperatividade e dislexia; é comum que desenvolvam mais tarde problemas de depressão e ansiedade.

O Autismo

A condição não é conhecida somente por esse nome, mas também como transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não especificado e síndrome de Asperger. Diante de tantas nominações, foi finalmente fundido em somente transtornos do espectro autista (TEA).

É importante frisar que o autismo se dá em diferentes níveis. É possível ter um grau mais avançado da condição, o que interfere diretamente nas possíveis dificuldades apresentadas, sendo mais leves em umas pessoas e mais acentuado em outras.

Um autista tem essa condição para a vida inteira, ou seja, não há cura diagnosticada, até o momento, porém variando de acordo com a intensidade muitas dessas pessoas conseguem ter uma vida relativamente normal, já outras vão precisar de auxílio ao longo da vida toda, desde estudos escolares até no momento do banho.

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É comum que pessoas com autismo desenvolvam certa forma de sensibilidade sensorial ao longo da vida, sendo em apenas um ou mais dos 5 sentidos existentes: paladar, visão, olfato, tato e audição.

Pessoas com essa condição podem sentir, ouvir ou cheirar coisas que outras ignorariam, o que pode deixá-los quase insensíveis no sentir da dor ou temperaturas de grande intensidade. Para criar algumas sensações, auxiliar na postura, lidar com o estresse ou como uma maneira de demonstrar alegria, geralmente fazem movimentos circulares com as mãos.

Como Diagnosticar o Autismo?

apego-a-objetos-é-sintoma-comum-de-autismoOs primeiros sinais de autismo podem ser identificados facilmente nos primeiros meses de vida da criança, como por exemplo:

  • Não mantêm contato visual direto;
  • Não respondem a chamados;
  • Não costumam apontar com o dedo;
  • Demonstram mais interesses em objetos do que em pessoas;
  • Comumente não demonstram muita reação à brincadeiras;
  • Dificuldade de interação com outras crianças;
  • Insensibilidade a dor aparente;
  • Riso inapropriado;
  • Costumam ser crianças arredias;
  • Dificuldade de se expressar;
  • Falta de medo e sensação de perigo em ações cotidianas;
  • Demonstrações de raiva atípicas.

O diagnóstico se dá por fim, por meio da observação médica que pode ser iniciada pelo pediatra, fonoaudiólogo, terapeuta e fisioterapeuta. É necessário um acompanhamento especializado durante algum tempo, até que finalmente seja diagnosticado efetivamente o autismo e seu grau.

Qual a Causa do Autismo?

As causas comprovadas do autismo ainda são desconhecidas, porém há a teoria de que a herança genética dos pais tem 50% de interferência direta na criança. Ambiente de criação também tem causa direta no desenvolvimento da criança.

Fatores externos também podem contribuir para o surgimento da condição, como por exemplo:

  • Poluição do ar;
  • Complicações ocasionadas durante a gravidez;
  • Infecções;
  • Contaminação por mercúrio;
  • Sensibilidade a vacinas;
  • Alterações no trato digestório.

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Era comum antigamente muitos pais recusarem a aplicação de vacinas em seus filhos recém nascidos, pois havia o mito de que as vacinas continham doses de mercúrio em sua fórmula, porém essa já é uma possibilidade descartada nas doses aplicadas em nenéns.

Por meio de estudos foi possível provar que as vacinas trazem mais benefícios para os bebês e não contêm mercúrio em sua fórmula, não sendo responsável diretamente pelo número de pessoas diagnosticadas com autismo.

Fatores de Risco

O número de autistas no mundo não é definido corretamente, pois até algum tempo atrás, pessoas consideradas apenas tímidas e com dificuldades de interação poderiam ter autismo e não serem diagnosticadas efetivamente.

É preciso compreender que alguns fatores tornam o desenvolvimento da condição mais comum em algumas crianças, como por exemplo:

  • Meninos têm mais propensão a ter autismo do que meninas, a proporção é de 5 para 1;
  • Quanto mais velhos forem os pais, maiores são as chances de desenvolvimento do autismo;
  • Carga genética: se há alguém na família que tenha autismo as chances são maiores da manifestação da condição;
  • Crianças que tenham problemas de epilepsia ou esclerose tuberosa têm mais chances de desenvolver o autismo.

O Tratamento

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Como não há cura para o autismo, é comum o tratamento para aumentar a sociabilidade, a comunicação, a interação e a redução dos sintomas do autismo.

Geralmente são utilizados muitos recursos visuais e um acompanhamento psiquiátrico tanto para as pessoas que convivem com quem tem autismo, quanto para quem tem a condição. Essa é uma parte primordial para que exista um bom convívio de ambas as partes.

Terapias de comunicação, comportamento, ocupacional, fisioterapia e fono são comuns para o desenvolvimento da criança, tudo isso pode variar de acordo com o grau de autismo diagnosticado.

Medicamentos

Não há um medicamento exclusivo para o tratamento do autismo em si, mas sim para as outras condições que acompanham a condição, como por exemplo a ansiedade, depressão, agressividade, problemas de atenção, hiperatividade, mudanças bruscas de humor e tantos outros.

O uso de Neuleptil é comum em pessoas com a condição, pois tem como principal atuação o controle e equilíbrio de muitos dos distúrbios causados pelo autismo.

Você Sabia?

Existem algumas coisas sobre o autismo, que caso você desconfie que seu filho ou algum conhecido tenha essa condição, é preciso ter ciência para assim melhorar o relacionamento das demais pessoas e também a forma de aprendizado, veja mais:

  • Autistas aprendem melhor de forma visual;
  • Geralmente prestam atenção em pequenos detalhes e exatidão;
  • Gostam e apreciam a rotina;
  • Geralmente focam em uma determinada área que apreciam, escolhendo isso para trabalhar ou estudar efetivamente;
  • Funcionários que têm autismo são classificados como muito leais e confiáveis.

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